ANO: 25 | Nº: 6382

Norberto Dutra

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Pastor e presidente da Igreja Assembleia de Deus de Bagé Doutor em Divindade
31/08/2019 Norberto Dutra (Opinião)

A boca fala do que está cheio o coração

Pai e filho passeavam num bosque quando o pai perguntou: - Além do cantar dos pássaros, você esta ouvindo mais alguma coisa? O filho apurou os ouvidos alguns segundos e respondeu: - Parece que estou ouvindo um barulho de carroça. – Isso mesmo, e é uma carroça vazia... – Como o senhor pode saber que a carroça esta vazia se ainda não a viu? – Ora, filho, é muito fácil: a gente sabe que a carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, mais barulho faz! Às vezes nosso relacionamento é assim: muito barulhento!
Muitas reclamações, murmurações, críticas, gritaria, palavras que ofendem e machucam profundamente. Parece que não temos nada melhor a dizer! Por que isso acontece? A Bíblia diz que a boca fala do que está cheio o coração (Lc 6.45). Damos o que temos! Existem palavras que, quando são ditas, matam imediatamente qualquer sentimento positivo no coração de quem as ouve. Mas existem também palavras que semeiam coisas agradáveis, transmitem esperança, alegria, paz, conforto e amor.
Quando percebemos que não temos nada de bom a dizer ao cônjuge, é preferível permanecer em silêncio; porém, diante de Deus, devemos abri o coração, confessar-lhe nossa situação vazia e arrepender-nos dela. Precisamos buscar desesperadamente ser cheios do que o Senhor é e tem, cooperando com Ele, falando Suas palavras conforme a necessidade de quem ouve. Não devemos falar ao cônjuge o que o inimigo de Deus põe em nossa mente ou em nossa boca, mesmo que pareça devido, justo e oportuno. Não podemos esquecer que o diabo tem grande poder e astuciosamente procura oportunidades para atacar nosso casamento com o objetivo de matar, roubar e destruir (Jo 10:10a).
Só o Senhor veio para nos dar vida e vida em abundância ( v. 10b). Ele nos criou para Si e, como casal, para que cumpramos um propósito elevadíssimo: trazer Seu reino à terra. Amemos nosso cônjuge não somente de palavras ou de língua, mas de fato e de verdade, pois ele é o nosso próximo mais próximo. Alimentemo-lo com a Palavra de Deus (1 Jo 3.18), não o destruamos com as palavras do diabo; cooperemos com o Senhor e não com Seu inimigo. Que nós saiam palavras boas, que alimentam espiritualmente, edificam e transmitem graça (Ef 4.29). De boas palavras transborda o meu coração (Salmos 45.1) Palavras agradáveis são como favo de mel: doces para a alma e medicina para o corpo (Provérbios 16.24). Que estejam longe de nos toda amargura, cólera, ira, gritaria e blasfêmias (Ef.4.31).
Hoje, se você se achar falando o que não deve, intimidando ou tratando o cônjuge com indelicadeza, prepotência, interrompendo-o quando fala e querendo demonstrar que é você que tem razão e a verdade absoluta, lembre-se daquele pai dizendo: Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz! Deus te abençoe e até o próximo sábado! Amém!

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