ANO: 25 | Nº: 6356
03/09/2019 Segurança

Acusado de feminicídio ocorrido em Palmas vai a júri popular hoje

Foto: Divulgação

Réu foi preso em flagrante pelo crime
Réu foi preso em flagrante pelo crime

Está agendado para hoje, a partir das 9h30min, no salão do Tribunal do Júri do Fórum da Comarca de Bagé, o júri popular de Rodrigo Fonseca Garcia, acusado de matar, no dia 7 de abril de 2018, Darlene da Silva Pires, então sua companheira, caracterizando feminicídio.
Segundo a sentença de pronúncia, na ocasião do crime, tripulando uma motocicleta conduzida pelo denunciado, em cuja garupa estava a vítima. Ambos partiram, por volta das 18h, de sua casa, situada na localidade de Coxilha do Fogo, bairro União, com destino à residência dos pais dele, na localidade de Catarina, distrito de Palmas, interior de Bagé. Então, durante o trajeto, já no Corredor das Três Flores, a motocicleta apresentou suposta falha mecânica, o que gerou reclamação da vítima ao denunciado, que ficou irritado. "Em ato contínuo, após intensa discussão, inclusive por ciúmes, o denunciado passou a agredir a vítima desferindo-lhe golpes na cabeça, utilizando-se de capacete de motociclista, fazendo com que ela caísse ao chão, momento em que passou a esganá-la, apertando-lhe o pescoço até que ficasse sem respirar, o que lhe causou a morte por 'traumatismo crânio encefálico e esganadura com asfixia', conforme Laudo Pericial de Necropsia", cita o relato da acusação, ao mencionar motivo 'torpe'.
De acordo com a sentença de pronúncia, Garcia passou a questionar a vítima, imbuído por um sentimento de posse, a respeito das conversas que ela supostamente mantinha com outros homens pelo celular.  "O delito foi cometido contra mulher por razões da condição de sexo feminino, porquanto envolveu a prática de violência doméstica e familiar", completa a sentença de pronúncia.
Ocultação de cadáver
Entre os dias 7 e 12 de abril de 2018, na localidade do Corredor dos Collares, Distrito de Palmas, o réu, segundo sentença de pronúncia, teria ocultado o cadáver de Darlene. "Na oportunidade, após consumar o seu intento homicida, o denunciado, inicialmente, arrastou o corpo da vítima para dentro de um campo nas imediações, onde o abandonou".
No dia seguinte, ele teria voltado à cena do crime e escavou uma cova, com uma pá de corte, em um mato fechado distante alguns metros, momento em que carregou e enterrou o cadáver da vítima, o qual foi localizado posteriormente no curso das investigações policiais, conforme levantamento fotográfico realizado.
O réu foi preso em flagrante delito, o qual foi homologado e revertido em prisão preventiva.

 

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