ANO: 25 | Nº: 6455
03/09/2019 Fogo cruzado

Pepe Vargas classifica Bagé como cidade prioritária para o PT

Foto: Antônio Rocha

Presidente destaca definição de calendário partidário
Presidente destaca definição de calendário partidário
A condição de polo regional coloca Bagé em posição de destaque no planejamento do PT. Durante agenda na cidade, no final de semana, o presidente estadual da sigla, Pepe Vargas, afirmou que o município tem papel importante na agenda de debate defendida pela legenda. “Temos um calendário definido, que passa pelo processo de eleição das direções municipais Estamos mobilizando nossas lideranças para buscar a construção de um processo de unidade em oposição ao governo Bolsonaro”, adianta.
Através das agendas pelo interior, o presidente também discute o que classifica como cenário de ‘mudança da política econômica’. Ele também menciona a criação de um Plano Emergencial de Emprego e Renda, uma espécie de conjunto de projetos de lei que a bancada trabalha junto ao Congresso Nacional. “Alguns projetos já foram apresentados, a exemplo do programa de valorização do salário mínimo. O plano é algo que estamos levando aos debates locais, preparando o partido para a disputa eleitoral do ano que vem. Governos locais e as eleições de vereadores e vereadoras podem ser um ponto importante para mudar a conjuntura que temos vivenciado”, avalia, ao reforçar a importância de Bagé na discussão.

Privatizações
O presidente estadual do PT adianta, ainda, que o partido tem papel definido no processo de privatizações de empresas públicas do Estado, outra pauta que deve ser ampliada no próximo pleito eleitoral. “Votamos contra a retirada de plebiscito, sob a liderança do deputado Mainardi. Votamos contra a venda das estatais. Entendemos que o Estado vai perder receitas e abrir mão de setores estratégicos. Somos minoria na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional. Nos resta alertar para o que vai acontecer, para ver se a sociedade começa a questionar os governos”, destaca.
Pepe também demonstra preocupação com a previsão de privatização de ativos da Petrobras no Rio Grande do Sul. Presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobras no Estado, o petista acredita que a medida deve diminuir a competitividade da economia gaúcha, aumentando os custos dos derivados de petróleo. “A outra consequência é que reduz arrecadação do ICMS. Canoas, por exemplo, vai perder 30%. Osório, Tramandaí, Imbé e Cidreira vão perder royalties do petróleo. São questões que precisamos discutir nos municípios”, enumera.

Meio ambiente
A pauta do PT, para o próximo pleito, também inclui discussões sobre questões ambientais. Quando questionado sobre a situação da Amazônia, Pepe reconhece que ‘no início do governo Lula, houve um crescimento grande do desmatamento’, mas ele destaca que a gestão petista reagiu ‘com um plano de ação contra os ataques à floresta’. “O desmatamento cresceu, ao longo dos anos 90, e chegou em um pico, em 2003, mas nosso governo começou a tomar atitudes, tanto que o desmatamento caiu enormemente. O auge da queda foi entre 2012 e 2013. Agora começou a subir de novo, porque o governo federal deu o sinal de que os freios (de fiscalização) que existiam haviam sido retirados”, compara.
Pepe afirma que o PT sempre defendeu o que chamou de ‘princípio da responsabilidade comum e diferenciada’ no tratamento da questão ambiental, diante dos países desenvolvidos. “Todos têm que ter compromisso com a redução da emissão de gases, mas os países que emitem mais têm que ter responsabilidades maiores. Um risco diferenciado”, menciona, ao salientar que ‘não é preciso derrubar árvores para desenvolver a região amazônica’. “Existem alternativas importantes, com foco na exploração sustentável de bens naturais. Esta visão ambientalmente distorcida (do governo federal) é muito ruim para a nossa economia”, sentencia.

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