ANO: 25 | Nº: 6383

Egon Kopereck

egonkopereck@gmail.com
Pastor da Congregação Evangélica Luterana da Paz
07/09/2019 Egon Kopereck (Opinião)

Alguma coisa eu posso!

Amigos leitores! Já pensaram sobre essa verdade alguma vez?
Eu não posso fazer tudo, mas sempre posso fazer um pouco para que somas sejam diminuídas, e multiplicações sejam divididas. Alguma coisa eu posso.
Disse alguém: "Ninguém é tão rico, ou tão sábio, que não necessite de alguma coisa. E ninguém é tão pobre e carente de conhecimento, que não tenha nada para ajudar seu semelhante."
Eu não posso impedir que a violência continue a agredir, mas posso estender a mão e auxiliar, ou abrigar quem foi atacado.
Eu não posso impedir que a vingança continue sendo praticada, mas posso retribuir com perdão.
Eu não posso impedir que as injustiças continuem existindo, mas posso lutar para ser justo e correto.
Eu não posso impedir que mentiras sejam ditas, mas posso sempre falar a verdade.
Eu não posso impedir que o ódio continue a dilacerar, mas posso diminuí-lo praticando o amor.
Eu não posso impedir que precipícios sejam abertos, mas posso construir pontes.
Eu não posso impedir que a solidão continue a amargar, mas posso amenizá-la com minha presença amiga.
Eu não posso impedir que as trevas continuem a escurecer o caminho, mas posso sempre ser uma luz.
Eu não posso impedir que o sofrimento continue a machucar, mas posso diminuí-lo levando consolo e conforto.
Eu não posso impedir que problemas continuem surgindo, mas posso sempre ajudar procurando a solução.
Não, eu não posso fazer tudo, mas sempre posso fazer alguma coisa para amenizar a dor, a tristeza e o sofrimento alheio.
Tu podes! Tu vais?
Quantas vezes nos queixamos, reclamamos, criticamos, acusamos, mas nada fazemos para mudar, melhorar ou corrigir? Se cada um de nós fizer a sua parte, pouco ou muito que podemos, será que não teríamos uma cidade, um Estado, um país, um mundo melhor?
Um pai, certo dia, ficou com seu filho de seis anos em casa. O pai precisava preparar algum material, mas o filho queria brincar, queria a atenção do pai. Certa altura o pai teve uma grande ideia. Pegou uma revista onde tinha o mapa mundi, cortou em pedaços e pediu para o filho montar o mapa do mundo, como se fosse um quebra-cabeça. O pai pensava que assim deixaria o seu filho ocupado, pelo menos, uma hora. Mas, qual não foi sua surpresa, quando em menos de dez minutos o filho chama o pai, para lhe mostrar o resultado. O pai então, admirado, indagou: "Meu filho, como conseguiste montar tão rapidamente o mapa do mundo, que tu nem conheces?" Ao que o filho lhe respondeu: "Sabe, pai! Quando tu estavas cortando a folha, eu vi que do outro lado tinha um homem. O mapa do mundo eu não conheço, mas a figura de um homem, sim, e a partir do homem consegui montar o mundo."
Nós não podemos mudar o mundo, mas podemos, a partir de nós mesmos, ajudar a melhorar o que está em nossa volta, e assim espalhar um pouco mais de amor, vida, humildade, honestidade, justiça e paz.
Nesse mês especial, onde lembramos da Revolução Farroupilha e cultivamos as tradições do nosso Estado, vamos decidir, a partir de nós mesmos, cultivar virtudes cristãs, recuperando valores éticos e morais dignos, que reflitam amor, justiça e esperança para um mundo melhor.
Lembremos que, essas virtudes cristãs, esses valores reais, brotam e se revelam a partir de corações transformados pelo amor de Deus, em Cristo Jesus. Vivamos essa nova vida. Deixemos Cristo inundar nosso ser e, em resposta ao seu amor por nós, espalhemos frutos de bondade e amor, começando em nosso próprio lar.

Pastor da Congregação Evangélica Luterana da Paz

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