ANO: 25 | Nº: 6378

Rochele Barbosa

rochelebarbosa@gmail.com
Jornalista formada pela Universidade da Região da Campanha. Responsável pela produção e reportagem do caderno de Saúde do Jornal MINUANO
09/09/2019 Caderno Minuano Saúde

Psicologia e Psoríase

Foto: Divulgação

CAPA
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A Psoríase é uma doença crônica dermatológica não contagiosa que gera lesões e escamações na pele de um indivíduo causando desconforto social e psicológico aos portadores. De acordo com o Censo Dermatológico da Sociedade Brasileira de Dermatologia, 2,5% da população brasileira é acometida por psoríase, independentemente do tipo, podendo atingir homens e mulheres, sendo mais comumente em adultos.

Por ser uma doença de pele, é muito comum os atingidos apresentarem problemas com a autoestima e, com isso, diminuir a sua qualidade de vida comparado com outras pessoas não portadoras da doença.

Nesta edição, iremos apresentar um trabalho de conclusão de curso da formanda, Geovanna Vargas, orientada pela psicóloga e professora do curso de Psicologia da Urcamp, responsável pelo serviço de psicologia do Hospital Universitário da Urcamp, Sílvia Vargas.

Trabalho inédito sobre este tema

Os principais fatores agravantes da doença, de acordo com pesquisas realizadas pela acadêmica, são estresse, diferentes tipos de traumatismos, infecções, clima frio, tabaco e bebidas alcoólicas. “Em nossa região, é importante considerar a grande influência do clima e as doenças infecciosas que causam, como consequência. A maioria destes pacientes queixam-se de ansiedade, fúria e depressão, resultando em isolamento social e consumo elevado de álcool e fumo”, relatou Geovanna.

Em relação aos fatores psicológicos, é aconselhável a busca psicoterapêutica na abordagem da Terapia Cognitivo Comportamental, pois esta ajuda na adaptação do indivíduo com sua respectiva doença, criando estratégias psicológicas de enfrentamento e aceitação, ajudar o paciente a expressar suas emoções, procurar apoio social, criar tarefas para se distrair e influenciar no aspecto imunológico positivamente. Deste modo, evitando a recaída aos tratamentos.

Geovanna destaca que o aparecimento da Psoríase, em relação a idade, costuma encontrar-se, pela primeira vez, entre 15 a 20 anos e 55 a 60 anos, independentemente do tipo da doença. O reconhecimento de “múltiplos loci” identifica que a Psoríase é uma doença genética e que apenas um gene pode ser desencadeante, independente do grau parental. Um dos principais genes encontrados que caracteriza a doença é o HLA-C.

Mesmo sabendo que a Psoríase é uma doença sem cura, há mecanismos de prevenção para evitar maior predisposição e ajudar na qualidade de vida. “Os principais mecanismos indicados são evitar o estresse e traumas na pele; tratar infecções, principalmente na garganta; hidratar a pele e expor-se ao sol diariamente”, explicou a estudante.

A pesquisa com o tema “O Impacto Psicossocial na Qualidade de Vida em Pessoas com Psoríase” para o trabalho de conclusão de curso (TCC) da aluna Geovanna Vargas, orientada pela professora Sílvia Vargas, do curso de psicologia da Urcamp, buscará mais detalhes sobre o tema. “Convidamos a população bajeense, a qual se identificar com o presente tema, para participar voluntariamente da pesquisa onde encontra-se neste link : https://forms.gle/5NA24cNNYUi4jsWJ9. A pesquisa não possui fins lucrativos e disponibilizará os resultados em dezembro, coletivamente, ao finalizarmos o trabalho”, ressaltou.

Orientação

A professora da Urcamp, psicóloga Sílvia Vargas destaca que este tema é inédito. “Além de ser um tema importante e que nunca havia sido trabalhado, pode ser estendido para outras áreas da saúde após a conclusão, com auxílio da pesquisa, além de trazer benefícios para toda comunidade”, concluiu.

 

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