ANO: 26 | Nº: 6524
12/09/2019 Cidade

Greve dos Correios afeta distribuição em Bagé

Foto: Tiago Rolim de Moura

Agência de Bagé não aderiu ao movimento
Agência de Bagé não aderiu ao movimento

Desde ontem, os funcionários dos Correios entraram em greve geral por tempo indeterminado. A determinação foi retirada de assembleias realizadas em diferentes estados do país. A categoria quer impedir a redução dos salários e de benefícios e é contra a desestatização da empresa, que foi incluída, no mês passado, no programa de privatizações do governo de Jair Bolsonaro. O reajuste salarial com reposição da inflação do período também é um dos pontos reivindicados pela categoria.

Conforme o diretor do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos (Sintect), da região sul, Emerson Sais, os trabalhadores querem, também, a reconsideração quanto à retirada de pais e mães do plano de saúde, melhores condições de trabalho, o que impacta na diminuição de cerca de R$ 7 mil por ano nos benefícios.

Sais salientou que a greve é em todo Brasil de forma unificada, mas, em Bagé, os trabalhadores ainda não aderiram à paralisação. Hoje, ele estará no município para conversar com os funcionários. “A unidade de Bagé é a única da região que ainda não aderiu. Porém, o serviço será prejudicado porque não haverá distribuição no país”, comenta.

Os Correios empregam mais de 70 funcionários na região, sendo 45 em Bagé, 15 em Dom Pedrito, quatro em Candiota, um em Hulha Negra, dois em Aceguá, três em Lavras do Sul e cinco em Pinheiro Machado.

Paralisação parcial

Em nota, a direção dos Correios informou, em seu site, dez encontros na mesa de negociação com os representantes dos trabalhadores, quando foi apresentada a situação econômica da estatal e propostas para o Acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado na ordem de R$ 3 bilhões. “Mas as federações, no entanto, expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa, algo insustentável para o projeto de reequilíbrio financeiro em curso”, frisou o informe.

A estatal ainda não divulgou balanço sobre os impactos da greve, mas fala em 'paralisação parcial'. "O principal compromisso da direção dos Correios é conferir à sociedade uma empresa sustentável. Por isso, a estatal conta com os empregados no trabalho de recuperação financeira da empresa e no atendimento à população", completou a nota.

 

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