ANO: 25 | Nº: 6401
16/09/2019 Cidade

Legalidade estreia, em Bagé, com casa cheia

Foto: Tiago Rolim de Moura

Público lotou a sala de cinema e garantiu mais exibições para o próximo final de semana
Público lotou a sala de cinema e garantiu mais exibições para o próximo final de semana

A sala do Cine 7 lotou, na noite de sábado, para a primeira exibição do longa-metragem "Legalidade", do bajeense Zeca Brito. Com a lotação cheia nas duas sessões do final de semana, o cinema abriu espaço para novas exibições no próximo sábado e domingo.
O filme, que traz, às telas, a história da campanha da Legalidade, sob coordenação do então governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, é o sexto exibido por Brito na sala de Bagé. O primeiro longa-metragem do cineasta, O Guri, foi exibido no Cine 7 em 2011. Em 2015, foi a vez da apresentação de 'Glauco do Brasil'. Em 2016, Brito trouxe à cidade o longa 'A Vida Extraordinária de Tarso de Castro' e, em 2017, lançou 'Em 97 era assim'. O único trabalho do cineasta bajeense que não foi exibido na sala de cinema foi 'O Grupo de Bagé', que foi direto para a televisão e entrou para o catálogo do Canal Curta!.
Antes da exibição, Brito conversou com o público e deu um breve contexto da obra, que, conforme contou, levou nove anos de projeto na rua, mas foi encomendada pelo pai, o ator Sapiran Brito, quando o cineasta ingressou na faculdade, aos 18 anos. "Eu respondi a provocação tantos anos depois com o filme, que traz o próprio Sapiran na tela. É muito gratificante e diz muito sobre o que nos motiva a trabalhar e fazer arte", destaca.
O diretor aproveitou o momento para falar sobre o atual cenário do cinema no País, onde há cortes para financiamento de produções nacionais e desrespeito à lei de cota de tela, que destina 10% do espaço para produções brasileiras. "Hoje, no Brasil, é muito difícil fazer cinema, não só por uma questão governamental, mas também por conta do comportamento da própria sociedade, que está muito dividida. A gente precisa encontrar a convergência novamente. Viver em uma democracia é respeitar diferenças, mas encontrar pontos em comum. E é essa a mensagem do filme", conta.
Intérprete do célebre político gaúcho, em uma das fases do longa, Sapiran Brito destacou que "o filme não é peça de propaganda política. “Trata da essência da boa política e defende a constituição, a democracia. Mostra o último levante popular, quando o povo acordou e foi para as ruas", diz.
O filme narra o movimento de resistência e mobilização popular liderado por Leonel Brizola. A produção é da Prana Filmes, de Luciana Tomasi, com distribuição da Boulevard Filmes. No elenco, estão Cleo Pires, Letícia Sabatella, Leonardo Machado e Sapiran Brito, que dividem o papel de Brizola em duas épocas.
"Legalidade" levou os troféus de melhor direção, ator (Leonardo Machado), fotografia (Bruno Polidoro) e direção de arte (Adriana Borba) do 42º Festival Guarnicê e Cinema, em São Luís, no Maranhão. O longa-metragem teve sua estreia mundial em abril deste ano, no 35º Festival de Cinema Latino de Chicago, nos Estados Unidos.

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