ANO: 25 | Nº: 6404

José Artur Maruri

josearturmaruri@hotmail.com
Colaborador da União Espírita Bajeense bagespirita.blogspot.com.br
20/09/2019 José Artur Maruri (Opinião)

A conduta espírita diante dos embates políticos

"Nenhum servo pode servir a dois senhores". (Lucas, 16:13)
Em vista dos festejos farroupilhas, somos impelidos à reflexão dos motivos que levaram os gaúchos de então à pegar em armas na busca de um porvir melhor.
É impossível estudar a história e não relacionar com os dias de hoje.
Até mesmo porque, na atualidade, os embates políticos acabam dividindo até mesmo os familiares mais próximos. E ainda que não peguemos em armas para fins políticos, em nossos dias, pelo menos em nosso país, é importante que nos posicionemos ante a emboscada dos "Cesares" de nossos dias.
Dado esse contexto político, muitas vezes obscuro, cabe aos espíritas refletir diante das lições trazidas pelos Espíritos, mais precisamente, André Luiz através da psicografia de Waldo Vieira, senão vejamos:
"Situar em posição clara e definida as aspirações sociais e os ideais espíritas cristãos, sem confundir os interesses de César com os deveres para com o Senhor.
Só o espírito possui eternidade.
Distanciar-se do partidarismo extremado.
Paixão em campo, sombra em torno.
Em nenhuma oportunidade, transformar a tribuna espírita em palanque de propaganda política, nem mesmo com sutilezas comovedoras em nome da caridade.
O despistamento favorece a dominação do mal.
Cumprir os deveres de cidadão e eleitor, escolhendo os candidatos aos postos eletivos, segundo os ditames da própria consciência, sem, contudo, enlear-se nas malhas do fanatismo de grei.
O discernimento é caminho para o acerto.
Repelir acordos políticos que, com o empenho da consciência individual, pretextem defender os princípios doutrinários ou aliciar prestígio social para a Doutrina, em troca de votos ou solidariedade a partidos e candidatos.
O Espiritismo não pactua com interesses puramente terrenos.
Não comerciar com o voto dos companheiros de ideal, sobrem quem a sua palavra ou cooperação possam exercer alguma influência.
A fé nunca será produto para mercado humano.
Por nenhum pretexto, condenar aqueles que se acham investidos com responsabilidades administrativas de interesse público, mas sim orar em favor deles, a fim de que se desincumbam satisfatoriamente dos compromissos assumidos.
Para que o bem se faça, é preciso que o auxílio da prece se contraponha ao látego da crítica.
Impedir palestras e discussões de ordem política nas sedes das instituições doutrinárias, não olvidando que o serviço de evangelização é tarefa essencial.
A rigor, não há representantes oficiais do Espiritismo em setor algum da política humana".

(Referência: Conduta Espírita. Pelo Espírito André Luiz em psicografia de Waldo Vieira. FEB Editora, 1971. Cap. 10. p. 41-43)

José Artur M. Maruri dos Santos
Colaborador da União Espírita Bajeense
bagespirita.blogspot.com
josearturmaruri@hotmail.com

 

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