ANO: 25 | Nº: 6353

Egon Kopereck

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Pastor da Congregação Evangélica Luterana da Paz
20/09/2019 Egon Kopereck (Opinião)

Valores

Amigos leitores!

Semana passada escrevi sobre a Semana Farroupilha, as tradições, a cultura gaúcha, o valor de um bom chimarrão, enfim, um povo que defende suas tradições, seus valores, sua cultura.
Temos orgulho das nossas tradições, dos bons costumes, da boa educação, mas sofremos ameaças, corremos riscos de perder os maiores valores éticos e morais, diante da difusão de ideias, princípios e valores, completamente distorcidos e perigosos. A família, célula mãe da sociedade, está ameaçada. Diz o Hino Rio-Grandense: "Mas não basta pra ser livre, ser forte, aguerrido e bravo; Povo que não tem virtude acaba por ser escravo."
Me preocupo com o futuro da nossa juventude, das nossas crianças, especialmente, quando paro por um momento diante da televisão para assistir um ou mais capítulos das novelas que se oferecem. Falar das novelas é polêmico. Criticá-las é perigoso. É fato pacífico que grande parte do povo brasileiro se tornou escravo das novelas. Em muitos lares, pais e filhos, a família se prostra diante de um aparelho de televisão, para não perder o capítulo do dia. Um crítico, chamou isso de "grande veículo de alienação".Bons hábitos, em muitos lares, estão se perdendo, tais como uma boa prosa na hora do chimarrão, sem nenhuma interferência externa, para dar lugar ao silêncio e a reverência para um enredo, cheio de coisas negativas e ensinamentos desvirtuados. Sem dúvidas, as novelas podem impregnar qualquer valor na mentalidade do grande público. E quem mais sofre são os jovens e as crianças, que estão formando sua personalidade, seu caráter. Valores éticos e morais sendo pisoteados, vilipendiados de uma forma cruel e lamentável.Respeito para com os pais é o que menos se vê. Casamento com fidelidade entre os cônjuges, parece ser retrógrado e ultrapassado. Honestidade, humildade, sinceridade não dá ibope.
Além desse "grande veículo de alienação", em nossos dias, entra em cena, com força dobrada, o celular. Na mesma sala, pais e filhos não dialogam, apenas teclam.
Bons hábitos, pais sentarem com seus filhos, ouvir do seu dia, dos estudos, seus anseios, suas dúvidas, não tem mais tempo, nem ambiente favorável. Pais acompanharem os programas assistidos por seus filhos, colocando limites, eventualmente, até proibindo algum programa, imagina, isso seria tolher seus filhos da sua liberdade. E, assim, eles crescem, vivem e tem sua formação de princípios e valores, de acordo com os programas que assistem e se lhes oferecem.
Nessa hora recordo as palavras do Salmo 119.9: "De que maneira poderá o jovem manter puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua palavra". Mas como vão observar a Palavra de Deus, se não há quem os ensine? Para ensinar, além da vida, do exemplo, é preciso tirar tempo, ter paciência para ouvir, aconselhar e orientar.
Nessa semana farroupilha, onde se fala tanto nas tradições, bons hábitos, costumes, cultura gaúcha, olhemos para dentro do nosso lar, e procuremos trabalhar e cuidar dos valores éticos e morais que estão sendo inculcados em nossos filhos.
Prezado pai, prezada mãe! Como tens cuidado da educação e do futuro do teu filho (a)? Qual é a herança que queres deixar para ele? Talvez ainda seja tempo de pensar, refletir e mudar alguma coisa. Um deles é olhar e escolher programas mais edificantes, salutares, sem jamais esquecer de fazer o exercício tão difícil de desligar a televisão, deixar de lado o celular, e ter uma boa conversa em família. Pensem nisso.

Pastor da Congregação Evangélica Luterana da Paz

 

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