ANO: 25 | Nº: 6486
24/09/2019 Esportes

Fernandinho: 10 anos de serviços prestados ao Bagé

Foto: Bruno Pedry/Gazeta do Sul

Atleta estreou com 17 anos
Atleta estreou com 17 anos
Quando se fala em Fernando Pacheco Macedo Costa, de 27 anos, conhecido como "Fernandinho", a primeira imagem que vem na cabeça é o jogador atuando com a camisa jalde-negra. Um tipo de vínculo, aliás, que tem sido cada vez mais raro no futebol atual. No dia 7 de outubro, o camisa 10 completa uma década pela equipe profissional do Grêmio Esportivo Bagé. A estreia foi no dia 7 de outubro de 2009, contra o Brasil de Pelotas, em pleno estádio Bento Freitas. De quebra, Fernandinho marcou pelo lado amarelo e preto. Passados 10 anos, entre idas e vindas, o jogador ainda sonha em colocar o clube na primeira divisão para que possa fechar seu ciclo com a consciência tranquila.

A origem

Antes de profissionalizar-se pelo Bagé, Fernandinho rodou por clubes conhecidos, como Inter, Grêmio, Juventude, São José, Criciúma e Danúbio (Uruguai). Em 2008, retornou a Bagé. No ano seguinte, recebeu a oportunidade de subir para o profissional, após alguns pelo juvenil. Na época, Luís Clovis Lemos era o treinador e Carlos Alberto Ducos o presidente. De saída, com 17 anos, uma estreia contra o Brasil. E em questão de pouco tempo, ganhou espaço e passou a ser uma das principais referências do plantel jalde-negro.
Em todas as temporadas, era nome certo para o elenco de jogadores. Fernandinho só não atuava pelo Bagé se o clube estivesse parado. Então, era emprestado para clubes do país. Foi a partir desse tipo de acerto que o meia jogou por empréstimo no Lemense (São Paulo), Farroupilha, Galícia (Bahia) e Democrata (Minas Gerais) – onde conquistou o título do acesso mineiro.

O Ba-Gua mais marcante

Questionado sobre momentos que foram importantes na sua trajetória pelo Bagé, cronologicamente, Fernandinho cita o período em que Tiago Nunes, campeão da Copa do Brasil pelo Athletico-PR comandou o Bagé, em 2012. "Até então, eu era reserva. Se tratava de um Ba-Gua, e o Guarany tinha um baita investimento, com Adriano Gabiru e companhia. Tiago Nunes me escalou como titular na véspera. Resumindo: ganhamos por 3 a 0, com dois gols meus. Quem é jalde-negro de verdade é impossível não lembrar desse clássico na chuva. Fiquei muito feliz com tudo. Infelizmente, naquele ano, perdemos o acesso para o Aimoré", relembra.

O ápice da carreira

Mas obviamente, ao ser questionado sobre o momento mais inesquecível com a camisa jalde-negra, Fernandinho se refere ao gol que garantiu o Bagé na Divisão de Acesso, na vitória sobre o Três Passos, por 2 a 0, em julho de 2017. No jogo de ida das quartas de final, o Abelhão venceu fora de casa. Contudo, perdeu os pontos em virtude de escalação irregular. Dessa forma, precisou reverter no estádio Pedra Moura. E aos 36 minutos do segundo tempo, Fernandinho recebeu levantamento para a área e desviou para o fundo das redes. O detalhe é que poucos minutos antes, quase foi substituído, em função de um problema no ombro. "Só quem esteve envolvido todo esse tempo sabe o quanto lutamos para colocar o Bagé no lugar de onde ele nunca deveria ter saído. O ano de 2017 foi inesquecível", ressalta.

O sonho da primeira divisão

Colocar o Bagé no cenário da Divisão de Acesso é algo que deixará Fernandinho eternizado na história do clube. Porém, ele deixa claro que só sentirá plenamente satisfeito se conseguir mais uma promoção: o acesso para a série A. "Agora, estamos envolvidos na Copinha. Nossa luta é tentar uma vaga na Copa do Brasil ou série D do Brasileiro. Mas o meu maior objetivo e sonho é subir o Bagé para a primeira divisão. Se eu conseguir isso, acredito que minha missão como jogador profissional estará feita", conclui.

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