ANO: 25 | Nº: 6384

Viviane Becker

viviminuano@hotmail.com
Colunista social do Jornal Minuano, Viviane Becker é experiente jornalista de geral e conhecida editora do caderno de variedades Ellas.
27/09/2019 Caderno Ellas

Ellas fazem com amor

Foto: Reprodução JM

Por Rosane Coutinho
Jornalista/fotógrafa

 

Marcela Meirelles

 

Talvez quem acompanhe a coluna possa ter percebido que tenho uma inclinação para tudo o que exige do lado sensível do ser humano. Esse, com certeza, é o que mais me orgulho de ser e ao mesmo tempo o meu tendão de Aquiles: a sensibilidade. Tudo desse universo me encanta e as artes me têm, eu não as tenho, porque pouco domino, mas em quase todas já me aventurei. Na infância, aprendi a tocar piano, mas em uma velocidade enorme desaprendi também. Fui aluna de ballet clássico, fiz teatro, me interessei e fiz oficina de cinema, por livre e espontânea vontade tive um cavalete e nele experimentei a sensação de ter telas e me saboreie o gosto de deslizar o pincel em uma aquarela de cores, mas é na fotografia que minha criatividade mais surge e ressurge, me fazendo estudar e ao mesmo tempo me arriscar  no que eu acredito ser o meu melhor.

Neste mês de setembro, a cidade teve uma ação solidária que engajou inúmeras pessoas, todas unidas em prol da execução e término de uma passarela que ligue as UTIs pediátrica e neonatal à pediatria da Santa Casa de Caridade de Bagé. Nesta proposta, que resultou em sucesso total, a AZ Galeria conseguiu mais de 80 obras doadas por artistas que, comercializadas por R$ 500, serão destinadas à conclusão do projeto. Estive na galeria e presenciei telas, imagens e fotografias de tirarem o fôlego, de se dizer de olhos fechados: “Esta eu levava para casa!”. Foi nessa época que descobri entre minhas amigas virtuais o lado artista em telas de uma em especial. É com muita alegria apresento para vocês Marcela Meirelles, que atua na arte de confeccionar deliciosos bolos que, agora, me orgulho em compartilhar suas lindas obras de arte.

O mundo imaginário de Marcela

A leonina conta que pintar é, com certeza, o que mais dá prazer de realizar. Se denomina autodidata, mas confessa a influencia familiar tanto pelas tias que são formadas em artes plásticas quanto pela sua mãe que é extremamente habilidosa nos trabalhos manuais. “Lembro que, desde pequena, adorava presentear todo mundo com desenhos. Era como se eu estivesse dando um pouco de amor para todos aqueles que eram próximos a mim”, exterioriza. Neste aspecto, criação, criatura e criatividade, Marcela contou que não se achava criativa, que só tomou posse desse poder de sua mente e alma há bem pouco tempo. Acredita que a arte é libertadora, exatamente por não haver limites, para ela arte é sinônimo de intimidade, uma expressão própria de cada um. “Uns dançam, outros cantam, há os que compõem poesias e outros pintam, mas tudo é arte. E achar que você não vai conseguir fazer algo, porque não vai ser tão bonito quanto aquilo que tens como referência é o mais limitante que existe”, destaca. E completa dizendo que ao fazer algo para comparar com o que existe, estará fadado ao fracasso, portanto, é preciso, segundo a artista, buscar sua personalidade, sempre se permitindo transbordar do que realmente se é. “Engraçado que temos medo do julgamento de terceiros que podem achar ridículo nosso trabalho, mas e daí? E se for ridículo? Me faz bem. Qual o problema?”, reflete.

Marcela ainda conta que curte o percurso da criação de início ao fim, das manchas de tinta que passam a compor suas roupas, as histórias que surgem quando cria os personagens e suas possíveis conversas, assim como o entendimento que é preciso para entender esse mundo paralelo do mundo artístico. “Amo da ideia ao desenho, e da maneira como as tintas e as cores conversam com os pincéis e a forma que surgem. Todo o processo é visceral! Sou eu, é o meu mundo imaginário, minhas particularidades expostas, são meus limites superados. É todo o meu conceito do belo e de tudo que eu acredito”, exterioriza. 

A artista, neste mês, está vibrante, pois um dos seus quadros está embarcando para a Suécia, outro para Madri, um terceiro para Santa Maria, e há, ainda, dois são presentes que ela enviou para o Rio de Janeiro a um amigo apreciador de artes, e o último para a artista Zezé Motta, pois ao participar de uma Bienal com o tema Blackart, escolheu essa fonte de inspiração por ser  símbolo de força, expressividade, representatividade e ícone para cultura brasileira. Nossa artista destaque compara toda essa vida criativa a sua necessidade de respirar, uma vez que sem pintar, criar ou desenhar fica sufocada, pois entende que esta é sua essência e como podem comprovar através das imagens, essência pura, que reflete vida, alegria, e confiança que quando se faz o que se ama, sempre vai resultar em luz e imensidão. Só me resta desejar vida artística longa para M.F.M, esta é a assinatura da convidada desta colunista nesta última edição do mês de setembro.

 

 

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