ANO: 25 | Nº: 6381
03/10/2019 Segurança

Júri condena réu por homicídio ocorrido durante festa de aniversário

Foto: Rochele Barbosa/Especial JM

Santos deve cumprir 15 anos de reclusão em regime inicial fechado
Santos deve cumprir 15 anos de reclusão em regime inicial fechado
Sebastião Valacir dos Santos, de 45 anos, foi sentenciado a 15 anos de reclusão em regime inicial fechado, na terça-feira, durante julgamento realizado na Comarca de Bagé. Ele foi condenado pela morte de Flávio Antônio Saraiva Franco, ocorrida no dia 5 de agosto de 2018, na rua Attila Taborda, bairro Damé, durante a festa de aniversário da filha do réu. A pena recebeu acréscimo de cinco meses pela lesão corporal constatada, no mesmo episódio, contra irmã da vítima.
Conforme a sentença de pronúncia, no dia do fato, após uma discussão entre o acusado e sua companheira, Santos, hostilizou uma mulher, a agrediu com socos no rosto e, armado de uma faca, teria desferido um golpe nas costas da vítima, momento em que o irmão dela, Flávio, interveio e acabou sendo atingido no peito, vindo a morrer.
A primeira a ser ouvida foi a irmã da vítima, que também foi lesionada durante a festa. Ela contou que ele a hostilizou porque foi defender a companheira do denunciado, pois ele a estaria agredindo. “Ele foi me empurrando em direção ao portão da saída da casa. Eu não vi que ele estava com uma faca, ele puxou muito rápido e me acertou nas costas. Daí meu irmão Flávio veio em direção e disse "na minha Seca não", porque era meu apelido. Então só vi meu irmão caindo e depois o sangue na minha mão. Eu levei 16 pontos no local onde fui esfaqueada e meu irmão morreu no hospital", ressaltou.
O réu, ao se manifestar, começou falando que é um pai de família e que sempre procurou fazer o bem. Ele disse que foi até o banheiro com a esposa para conversar. "E foi então que a irmã do Flávio começou a dar empurrões na porta. Não gostei do que ela estava fazendo e ela partiu para cima de mim. Veio a mãe dela também, alterada. Tentei me defender (...) que elas tinham que respeitar. Fui conduzindo elas para fora, se desequilibraram no degrau da porta e caíram. Os familiares delas vieram para cima de mim, me agredindo. Eu fui passar o cadeado no portão e estava batido. Voltei para pegar a chave e eles me seguiram, atirando pedras e pau na casa. Eu estava com a faca na cinto e usei só para me defender", conclui.

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