ANO: 26 | Nº: 6527
04/10/2019 Esportes

Bagé tem a defesa menos vazada da Copa Seu Verardi

Foto: Antônio Rocha

Vandré tem se destacado nos jogos
Vandré tem se destacado nos jogos

É óbvio que as vitórias são construídas somente com bola na rede. Porém, de nada adianta um ataque eficiente se o sistema defensivo não dá segurança. E até o momento, o Bagé pode se orgulhar disso. Em seis jogos, a equipe do técnico Rinaldo Lopes Costa (Badico) sofreu apenas um gol na Copa Seu Verardi. O número credencia o jalde-negro a ter melhor defesa. Em segundo, vem o Aimoré, com dois sofridos.
Quem acompanha o dia a dia do clube percebe que Badico insiste no cuidado com a bola aérea e posicionamento. “A defesa está indo muito bem, mas tenho que elogiar todo mundo. A organização começa na primeira linha ofensiva. Depois, tem os volantes que marcam por zona. É todo um processo”, ressalta Badico.
Mas analisando os personagens da defesa, Badico encontrou sua dupla de zaga. No lado direito, Emílio “carimbou sua carteira” já na estreia. Pela esquerda, tem David. Polivalente, iniciou a temporada como primeiro volante, porém, foi recuado por Badico e deu conta.
As laterais foram as últimas dúvidas a serem resolvidas. No lado direito, Nenê chegou no meio do campeonato para substituir Matheus Ferreira e agradou. Tanto que o clube até desistiu de trazer Fabinho Capixaba. E na esquerda, Ednei estava desde o começo, porém, demorou para atuar, em virtude do imbróglio com o Inter de Lages.

Goleiros: um capítulo a parte

Quanto aos goleiros, a reportagem dedicou um espaço único para eles. Com 37 anos, Vandré é um dos destaques do Bagé. Nos momentos delicados, mostrou seu potencial. Goleiro do Glória, que eliminou o Bagé nas quartas de final da Divisão de Acesso, se diz adaptado ao clube. “Quando fizemos o certo durante a semana, o resultado vem. Isso nos deixa aptos a fazer as intervenções que precisam. Quem me trouxe foi o Badico. Somente tinha jogado contra ele. Inclusive, aprendi a respeitá-lo como profissional. Quanto ao clube, estamos abertos a propostas, pois tenho interesse em ficar para o ano que vem. Mas para isso, precisamos sentar e conversar”, destaca.
No banco de reservas, o Bagé também provou estar seguro. Guilherme Medina substituiu Vandré em duas ocasiões. Ambas, curiosamente, contra o Cruzeiro. A primeira foi na estreia, quando Vandré ainda não tinha sido liberado. E a outra foi em Cachoeirinha, quando ele sofreu um choque e precisou sair. Nas duas ocasiões, Medina foi seguro. O detalhe é que ele não jogava há um ano e meio devido a um rompimento de ligamento cruzado. “Tenho contrato com o São Paulo-RG, porém, não joguei lá este ano, por causa da lesão. Estou emprestado ao Bagé, a convite do Badico. Venho trabalhando forte para sempre aproveitar quando a oportunidade aparecer. O Bagé me trouxe de volta para o mercado, assim, posso pensar no ano que vem, independente com quem acertar”, manifesta.
Preparador de goleiros do Bagé, Sandro Islabão credita a atuação de ambos pelo trabalho diário. “Os dois estão bem pelo que fazem nos treinos. O Vandré tem 37 anos e parece um guri trabalhando. E o Medina é muito dedicado. Sempre digo que acabou o malandro no futebol. Ou tu trabalha ou tu fica fora. Estou muito feliz pelo que vem ocorrendo, pois o sucesso deles é o meu sucesso. E esse grupo está muito unido”, conclui.

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