ANO: 26 | Nº: 6544
05/10/2019 Campo e Negócios

Ministério cria câmara setorial para a cadeia produtiva da cerveja

Foto: Tiago Rolim de Moura

Um dos objetivos é estimular o mercado de produção artesanal
Um dos objetivos é estimular o mercado de produção artesanal

O Ministério da Agricultura terá uma câmara setorial exclusiva para discutir os problemas do setor cervejeiro brasileiro, o terceiro maior do mundo, com mais de 1.000 empresas registradas e 14 bilhões de litros consumidos por ano. A ministra Tereza Cristina assinou, quinta-feira, a portaria instituindo a Câmara Setorial da Cerveja, que reunirá todas as entidades representantes do setor produtivo.
Até então, o Mapa tinha duas câmaras no setor de bebidas: a de viticultura, vinhos e derivados e a da cachaça. Ao todo, são 30 câmaras setoriais e cinco temáticas, abrangendo todos os setores da cadeia produtiva da agropecuária. A repartição deverá ser instalada ainda na segunda quinzena de outubro, junto à primeira reunião de trabalho do novo colegiado. O setor de cerveja representa cerca de 2% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, gera cerca de R$ 25 bilhões em impostos por ano, é responsável por 2,7 milhões de empregos e tem um faturamento da ordem de R$ 100 bilhões.
De acordo com o geógrafo Eduardo Marcusso, da Coordenação-Geral de Suporte Econômico do ministério, a criação do colegiado estava sendo planejada há dois anos. Segundo ele, a câmara terá o papel de promover o debate em pé de igualdade entre todos os players da indústria da cerveja, que reúne algumas das maiores empresas do País e também pequenas empresas de produção artesanal. "Vamos produzir um debate em prol da cadeia como um todo", disse Marcusso. "Desejamos que a câmara possa gerar importantes produtos para subsidiar ações de melhoria pelo Ministério e pelas entidades interessadas, promovendo ganhos para toda a sociedade".
Um dos objetivos da câmara será fomentar a revolução da cerveja artesanal. Nos Estados Unidos, as cervejarias artesanais movimentam US$ 27 bilhões por ano. No Brasil, não há dados específicos sobre a economia das empresas artesanais, a não ser os dados do próprio Ministério a partir do registro formal de novas cervejarias.

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