ANO: 25 | Nº: 6404

José Artur Maruri

josearturmaruri@hotmail.com
Colaborador da União Espírita Bajeense bagespirita.blogspot.com.br
05/10/2019 José Artur Maruri (Opinião)

Perante nós mesmos

PERANTE NÓS MESMOS
No último dia 03 de outubro rememoramos o aniversário de nascimento de Allan Kardec. Hippoly Léon-Denizard Rivail nasceu em Lyon, França, no dia suprarreferido, no ano de 1804.
Numa de suas obras, o Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, pseudônimo que passou a adotar posteriormente, refere que "reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más".
O Espiritismo, diferente de outras orientações religiosas, não está para o outro e sim para si mesmo. Daí que o médium Waldo Vieira na obra Conduta Espírita transcreve mensagem do Espírito André Luiz que parece fundamentar a lição kardequiana aposta no Evangelho Segundo o Espiritismo, senão vejamos:
"Vigiar as próprias manifestações, não se conjulgando indispensável e preferindo a autocrítica ao autoelogio, recordando que o exemplo da humildade é a maior força para a transformação das criaturas.
Toda presunção evidencia afastamento do Evangelho.
Agir de tal modo a não permitir, mesmo indiretamente, atos que signifiquem profissionalismo religioso, quer no campo da mediunidade, quer na direção de instituições, na redação de livros e periódicos, em traduções e revisões, excursões e visitas, pregações e outras quaisquer tarefas.
A exploração da fé anula os bons sentimentos.
Render culto à amizade e à gentileza, estendendo-as, quanto possível, aos companheiros e às organizações, mas sem escravizar-se ao ponto de contrariar a própria verdade, em matéria de Doutrina, para ser agradável aos outros.
O Espiritismo é caminho libertador.
Recusar várias funções simultâneas nos campos social e doutrinário, para não se ver na contingência de prejudicar a todas, compreendendo, ainda, que um pedido de demissão, em tarefa espírita, quase sempre equivale a ausência lamentável.
O afastamento do dever é deserção.
Efetuar compromissos apenas no limite das próprias possibilidades, buscando solver os encargos assumidos, inclusive os relacionados com as simples contribuições e os auxílios periódicos às instituições fraternais.
Palavra empenhada, lei no coração.
Libertar-se das cadeias mentais oriundas do uso de talismãs e votos, pactos e apostas, artifícios e jogos de qualquer natureza, enganosos e prescindíveis.
O espírita está informado de que o acaso não existe.
Esquivar-se do uso de armas homicidas, bem como do hábito de menosprezar o tempo com defesas pessoais, seja qual for o processo em que se exprimam.
O servidor fiel da Doutrina possui, na consciência tranquila, a fortaleza inatacável.
"Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos". – Paulo. (II Coríntios, 13:5)

(Extraído da obra Conduta Espírita. Pelo Espírito André Luiz em psicografia de Waldo Vieira. FEB Editora, 1971. Cap. 18. p. 65-67)

José Artur M. Maruri dos Santos
Colaborador da União Espírita Bajeense
bagespirita.blogspot.com
josearturmaruri@hotmail.com

 

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