ANO: 26 | Nº: 6526
12/11/2019 Segurança

Réu é absolvido por acusação de tentativa de homicídio em 2018

Foto: Rochele Barbosa/Especial JM

Homem declarou que não lembrava de nada
Homem declarou que não lembrava de nada

Luís Carlos Dutra Jacinto, conhecido como “Cascata”, de 41 anos, foi absolvido, na manhã desta terça-feira, no Fórum da Comarca de Bagé, da acusação de tentar matar a mãe e duas irmãs no dia 21 de junho de 2018, na rua Jorge Abdala Kalil, bairro Getúlio Vargas, ao atear fogo na residência da família, após as vítimas terem se recolhido aos aposentos.

Conforme a sentença de pronúncia, na ocasião do fato, o denunciado, inconformado pelo fato de sua mãe ter-lhe negado dinheiro, desentendeu-se com ela, o que o fez deixar o lar familiar, onde residia. "Ao anoitecer, alterado e irritado, retornou à residência, momento em que discutiu com as ofendidas, ameaçando-as de morte. Então, as vítimas, aproveitando que o denunciado deixou o local, trancaram a porta da casa, a fim de impedir o seu retorno, ocasião em que o acusado arrombou, mediante chutes, a porta frontal da residência. Ato contínuo, ele permaneceu em seu quarto, aguardando as vítimas se recolherem aos seus aposentos", menciona a acusação.

Depoimentos

A mãe do réu destacou que, no dia do caso, ele estava bebendo com dois amigos, em uma peça em que morava, nos fundos da residência dela. “Ele estava bastante agressivo e tinha uma birra com uma das irmãs. Pedi para os amigos irem embora. Eles foram, bem tranquilos, mas ele ficou bravo que mandamos os comparsas dele embora e ficou bem transtornado”, comentou. Ela destacou que uma das filhas, que não mora com ela, foi até a casa para posar com ela. “Mandamos ele ir dormir e ele entrou para casa. Minha filha fechou a casa toda e quando a gente viu, só tinha fumaça e ele havia ateado fogo na peça dele - durante o dia ele dizia que iria matar a todos nós”, relatou.

A segunda a ser ouvida foi a irmã que morava no local, que destacou que, desde a manhã da referida data, Jacinto estava bebendo e ficava transitando "na volta". Ela mencionou que pediram para ele respeitar a mãe e não levar pessoas estranhas em casa. “Um dia ele me disse porque eu não matava ele. Ele quebrava tudo na peça dele, eu pedia que ele respeitasse a mãe, porque ela é uma mulher idosa, doente”, contou. A testemunha completou dizendo que, no dia do fato, ele tentou fugir da Brigada Militar, pois ela havia chamado os Bombeiros e a Polícia. “Ele ficou todo tempo ameaçando, que ia voltar e matar todo mundo, até quando foi preso ele dizia. Estava bastante bêbado e alterado”, acrescentou.

A outra irmã do réu, que não morava na mesma casa, contou que estava no imóvel no dia do fato, tomando chimarrão com a mãe, e que ele estava ameaçando as duas e que já havia quebrado uma porta. Assim, ela decidiu ficar para dormir na residência. “Ele estava muito bêbado (...) ficou bravo depois que os amigos foram embora. Eu tranquei a casa toda, inclusive botei um cadeado pela parte de fora e depois avistamos que ele havia ateado fogo na casa dele. Com medo de que pegasse fogo em todas casas, a gente saiu pelos fundos”, completou.

Interrogatório

O réu, em seu depoimento, contou que não ateou fogo por querer, que estava embriagado e estava fumando 'uma pedra' quando pegou fogo no local. “Foi um acidente, tava fumando ali e tinha bebido muito. Não tenho nada contra a minha mãe e nem minhas irmãs. Não lembro das ameaças, não lembro de nada, estava transtornado”, resumiu. Jacinto ainda disse que chegou no Presídio Regional de Bagé com queimaduras e sofreu na casa prisional pelo delito. “Eu, agora, estou me tratando para não beber mais, estudando também. Não tenho briga com nenhum detento”, finalizou.

 

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