ANO: 26 | Nº: 6576
23/11/2019 Fogo cruzado

Secretária busca articulação para incluir escolas bajeenses no programa cívico-militar

Foto: Jaqueline Muza/ Especial JM

"Não sabemos o que de fato aconteceu”, disse Adriana
Fora da lista de cidades selecionadas para o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares em 2020, anunciada pelo Ministério da Educação (MEC), na quinta-feira, 21, Bagé busca, através da Secretaria Municipal de Educação e Formação Profissional, uma ‘articulação para tentar reverter a situação’. A mobilização, confirmada pela secretaria Adriana Lara, inclui contatos com deputados estaduais e federais.
A titular da pasta afirma que foi surpreendida negativamente pela listagem, destacando que havia recebido aval do governo federal, em agosto. “Estávamos contando com a adesão. O ministro da Educação (Abraham Weintraub) se comprometeu que Bagé estaria na lista das cidades que iriam aderir. Não sabemos o que de fato aconteceu”, lamenta.
Durante o anúncio das cidades selecionadas, o secretário de Educação Básica do MEC, Jânio Carlos Macedo, explicou que foram priorizadas escolas em capitais e regiões metropolitanas, considerando a perspectiva do acesso a um número maior de estudantes. A adesão garante, a cada escola, o repasse de R$ 1 milhão do governo federal.
Dezenove escolas estão localizadas na Região Norte; 12 na Região Sul; 10 na Centro-Oeste; 8 no Nordeste; e 5 no Sudeste. Piauí, Sergipe e Espírito Santo ficaram de fora. No Rio Grande do Sul, o programa contempla Alvorada, na região metropolitana de Porto Alegre, e Caxias do Sul, na Serra, além de Alegrete e Uruguaiana, duas cidades de fronteira.

Manutenção garantida
Criado por lei municipal, o programa “Escolas Cívico-Militares”, que contempla a Escola Municipal de Ensino Fundamental João Severiano da Fonseca, no bairro Castro Alves, e a Escola Municipal de Ensino Fundamental São Pedro, no bairro Getúlio Vargas, não deve ser alterado. As estruturas já estão funcionando, inclusive com monitores.
Adriana destaca que a pasta manterá as escolas. A secretária salienta, porém, que o município deve buscar recursos federais, principalmente para a ampliação das instalações. “Estamos nos movimentando para poder solucionar este equívoco. Prefiro classificar assim”, reforça, fazendo referência à ausência de Bagé na lista de cidades que aderiram ao programa federal.

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