ANO: 25 | Nº: 6398
02/12/2019 Cidade

Sudoliva premia, em Bagé, melhores azeites extra-virgens da América do Sul

Foto: Antônio Rocha

Azeites produzidos no Uruguai e Brasil predominaram entre os premiados
Azeites produzidos no Uruguai e Brasil predominaram entre os premiados

A noite de sexta-feira foi de festa para 11 produtores de azeite da América do Sul. Os participantes da terceira edição do Concurso Sul-Americano de Azeites de Oliva - Sudoliva conheceram os premiados da competição, que reuniu produtores do Brasil, Uruguai, Chile e Peru, em Bagé.
O evento, que em edições anteriores aconteceu no Chile e no Peru, durante cinco dias, movimentou a Rainha da Fronteira, a primeira cidade do Brasil a sediar. Dentro da programação, concomitantemente ao concurso, aconteceu também o I Workshop Brasileiro de Olivicultura e I Seminário de Olivicultura no Pampa.
O evento iniciou com a leitura da carta encaminhada pelo tunisiano Abdellatif Ghedira, diretor executivo do International Olive Council, destacando a iniciativa do concurso como 'um orgulho para o mundo da oliveira'. “O workshop é um evento histórico para pesquisa e produção, um esforço para disseminar conhecimento na comunidade e discutir o presente e futuro na comunidade, além de ser um indicativo da grande importância que a olivicultura tem para o país", pontuou.
“Excelente a organização que nos proporcionaram durante todos estes dias em Bagé. Tudo esteve dentro do previsto e como necessitávamos. O público interessado também esteve bastante presente em todos os eventos, o que também possibilitou troca mútua de informações em torno do tema”, destacou o idealizador do Sudoliva, Gianfranco Flores.


Premiação
Competiram 50 amostras de azeite de oliva do Uruguai, Chile, Brasil e Peru, divididos em três categorias: frutado leve, frutado médio e frutado intenso. Na categoria frutado leve, levou para casa o ouro o azeite extra virgem Serrano Arbequina, do Uruguai, seguido por La Pataca, do Brasil e Olivares Santa Laura Arbosana, também do Uruguai, que foram prata e bronze, respectivamente. Nesta categoria, também recebeu menção honrosa o azeite uruguaio Serrano Picual.
Na categoria frutado médio, o ouro ficou com Tuperci Trivarietal, do Uruguai; a prata foi para Del Búho Coratina, outro azeite uruguaio; e o brasileiro Olivais da Fonte Arbequina, com o bronze. Menção honrosa nesta categoria para o brasileiro Estância das Oliveiras.
Na categoria mais aguardada da noite, frutado intenso, o ouro ficou com o brasileiro Olivas do Sul Blend Ri serva D´oro; seguido pelo Fundo Verde, do Peru, como prata e Olivas do Sul Arbosana como bronze. O uruguaio Olivares de Santa Laura Manzanilla foi a menção honrosa da noite para esta categoria.
Levando para casa dois troféus da categoria considerada a "mais difícil", José Alberto Aued, proprietário dos azeites Olivas do Sul, é veterano de premiações. Há 10 anos, no mercado, o empresário já acumula mais de 20 premiações internacionais, com troféus recebidos na Itália, Argentina, Peru e Nova York.
A premiação na Rainha da Fronteira tem um sabor especial para a empresa de Cachoeira do Sul. "Essa foi a primeira vez que mandamos amostra para o Sudoliva e nos honra muito termos sido agraciados com a medalha de ouro e bronze na mesma categoria. Foi uma semana de palestras maravilhosas, com programação intensa. Parabéns a Bagé por sediar o evento, que foi um sucesso", destaca.
Com pomar de 25 hectares implantado, em 2006, em Cachoeira do Sul, e 100 hectares, em Encruzilhada, ainda em preparo para produção, o azeite, um ano após sua primeira extração, já constava no Flos Olei Guide, guia italiano que divulga os 500 melhores azeites extra virgens do mundo. "De lá para cá temos sempre nos esmerado muito no pomar, para garantir a qualidade do fruto e, consequentemente, do azeite. Temos realizado muitos experimentos de cultivares, mas nossa produção é centrada em arbequina, arbosana, koroneiki, coratina", conta.

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