ANO: 26 | Nº: 6491
11/12/2019 Cidade

Valor da cesta básica registra queda de 10,11%, em Bagé, no mês de novembro

Foto: Tiago Rolim de Moura

Produtos de higiene impulsionaram a baixa geral
Produtos de higiene impulsionaram a baixa geral

A pesquisa dos itens que compõem o cesto básico de consumo popular, realizada em novembro, em Bagé, por docentes e acadêmicos do curso de Administração da Urcamp, apresentou uma queda geral de 10,11% no valor de alguns produtos em relação a outubro. Segundo apurado, no mês passado, o preço global verificado para a aquisição de todos os itens foi R$ 621,75, enquanto em outubro o montante totalizou R$ 689,79.

De acordo com os dados coletados pela professora Luciana Saraiva e pelo professor Ricardo Cougo, houve uma pequena redução nos itens do grupo alimentação e higiene. Segundo a análise, essa situação era prevista em razão do processo deflacionário ampliado neste último período, o que forçou a uma queda de preços, possibilitando uma pequena melhora no poder de compra dos consumidores bajeenses.

Com relação aos valores levantados pela pesquisa, o grupo dos produtos de limpeza foi o que registrou maior redução nos preços. Quanto aos grupos alimentação e higiene, que também tiveram diminuição nos valores, a queda foi de 9%. A análise destaca que a commoditie carne bovina, que durante um longo período vinha se mantendo em baixa, por vezes estável, começou a ter repercussão contrária. O valor do produto teve uma elevação significativa. Por exemplo, se antes, com R$ 99,59, era possível a compra de 6,6 quilos (kg) do produto, em outubro, em novembro passou para R$ 113,16. A tendência, conforme o levantamento, é que a carne eleve ainda mais o preço no mercado interno. A compra de 1,5 kg de farinha de trigo também teve um aumento considerável. Enquanto em outubro, o consumidor pagou R$ 3,85, em novembro o valor subiu para R$ 8,73, pela mesma quantidade.

"A redução nos preços da cesta básica teve reflexos a partir de uma ligeira melhora no desempenho da economia brasileira, onde teve uma elevação no número de empregos gerando um aumento no consumo familiar. Este cenário é indicado por segmentos como a construção civil, que com a queda das taxas de juros voltou a aquecer este setor da economia. Já os supermercados tiveram um alento em consequência da pequena recuperação da economia brasileira, permitindo um crescimento de vendas em 4%", descreve o levantamento.

A análise da pesquisa é otimista para este final de ano. "Porém, embora o valor da cesta básica tenha reduzido em relação aos meses anteriores, houve o comprometimento de 62,3% do salário mínimo nacional vigente. E esse percentual ainda é muito elevado para os moradores do município de Bagé", concluiu o estudo.

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