ANO: 26 | Nº: 6573
14/12/2019 Opinião

Uma proposta com lucidez

por Eduardo Leite
Governador do Rio Grande do Sul

O presente devora a gestão pública. No caso do Rio Grande do Sul, as dificuldades de caixa tornam ainda mais sorrateiras as armadilhas do agora. O nosso governo, sem descuidar das urgências imediatas, luta para não ficar paralisado pelos desafios diários. Não esperamos o mandato passar, apenas pagando contas, produzindo desculpas ou acreditando em milagres de Brasília. Temos um plano de ação, que está em plena execução e direciona o Estado para o futuro, a partir de uma lógica de desenvolvimento.
Por isso apresentamos a Reforma RS – um projeto que moderniza carreiras e atualiza o nosso sistema previdenciário – justamente como uma alavanca de transformação e um gesto administrativo em direção ao amanhã. Quem olha com seriedade para as contas públicas gaúchas e já viveu a tarefa de administrar do Palácio Piratini sabe que não há mais espaços para magia. Todos os malabarismos já foram usados e esgotados. Se impõe a era da sensatez, e a Reforma RS é um ato de lucidez para nos destravar financeiramente.
O projeto foi discutido, com quem realmente quis debater e compreender as propostas. Abrimos amplos canais de diálogos, fomos e seremos ainda mais didáticos, tanto quanto nos for exigido, para explicar nossas justificativas e esclarecer o alcance das medidas que tramitarão pela Assembleia Legislativa. Temos serenidade em relação às medidas, porque são técnicas, inadiáveis e politicamente respaldadas.
Entre todos os projetos, a reformulação da carreira do Magistério é o que tem sofrido a maior incompreensão. O plano de carreira dos professores, de 1974, está defasado e é responsável pela estagnação salarial da categoria. Diante da resistência inicial dos professores e do apelo da nossa base aliada na Assembleia Legislativa, melhoramos a proposta inicial e já definimos reajustes para 2021 e 2022, criando novas bases para um movimento coerente de aposta do ensino.
Mudou o mundo da educação, mudou o setor público, mudaram as exigências da população e o perfil dos profissionais que se dedicam à tarefa de ensinar – e o nosso governo não ficará inerte, com medo de agir. A atualização do plano de carreira do professor gaúcho abre caminho concreto para uma valorização salarial em bases realistas a associa-se a outras estratégias de incentivo à educação que também estão em curso.
Temos a convicção de quem planeja e conduz um governo de soluções, preocupado com o presente, mas que busca saídas duradouras e sustentáveis. Como sempre, estamos abertos a ouvir as críticas sérias e construtivas, incorporando o que que realmente pode nos ajudar a atualizar o Rio Grande do Sul. A Reforma RS é um gesto nesta direção: não é contra ninguém, é a favor de todos.

 

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