ANO: 26 | Nº: 6590
17/12/2019 Esportes

Welder se manifesta sobre acerto com Guarany

Foto: Yuri Cougo Dias

Atacante irá para sua terceira passagem no clube
Atacante irá para sua terceira passagem no clube

Junto da ida do meia Fernandinho para o Guarany, outra polêmica que envolveu o futebol bajeense, na semana passada, foi o acerto do atacante Welder, 24 anos, com o clube. Acontece que, três dias antes, o jogador mantinha diálogo com o rival Bagé. Mas, na sexta-feira pela manhã, assinou contrato com o alvirrubro. Um dia antes, vale lembrar, a diretoria jalde-negra já tinha manifestado que o atleta não ficaria no Pedra Moura, em virtude de desacerto entre as partes. Porém, publicamente, não se tinha conhecimento de que haviam sido abertas tratativas com o Guarany. Para esclarecer o tema, bem como saber das perspectivas para a terceira passagem no Índio, Welder concedeu entrevista exclusiva ao Jornal MINUANO.


Do Glória até o Alvirrubro
Vários clubes estiveram envolvidos na “novela”. Em um primeiro momento, o acerto era de que Welder jogaria a série A do Gauchão pelo São Luiz. Assim que o clube encerrasse sua participação no certame, o atacante iria para o Bagé, a fim de disputar a Divisão de Acesso. No entanto, Welder não permaneceu na equipe de Ijuí. Então, abriu-se a dúvida se iria se apresentar no Pedra Moura no começo da pré-temporada. “Eu tinha um acerto verbal com o Bagé, porém o clube me esperava pós-campeonato gaúcho. No calendário, seria na metade da Divisão de Acesso. Como a história mudou, teria que sentar de novo com o Rodrigo Trindade (diretor executivo), porque, naturalmente, os valores seriam diferentes”, explica.
Nesse meio tempo, Welder afirma que recebeu proposta do Glória, que também jogaria a Divisão de Acesso. “Decidi que fecharia com o Glória, caso não tivesse andamento com o Bagé. Na terça-feira, conversei com o Rodrigo, que estava esperando minha resposta, até porque as propostas começaram a surgir. Me alinhavei com o Glória, porém, o Guarany soube que eu estava no mercado e me apresentou uma proposta boa, cuja situação era melhor para mim. Assim, fechei com o Guarany e mandei mensagem para o Rodrigo, explicando o que aconteceu, para que não ficasse algo chato”, relata.


Ambientação na cidade
Esta será a terceira passagem de Welder pelo Guarany. A primeira foi em 2016, quando sagrou-se campeão da Terceirona, artilheiro da competição (13 gols) e jogador que mais marcou gols no futebol gaúcho na temporada (21 gols), somando com os marcados pela Copinha, no segundo semestre. Em 2017, retornou para disputa da Copa Paulo Sant’Ana. Na ocasião, o alvirrubro caiu nas quartas de final, para o Pelotas. Já em 2019, Welder jogou a Divisão de Acesso pelo Bagé, que foi eliminado nas quartas, nos pênaltis, para o Glória.
Ou seja, se levar em conta as últimas temporadas, pode-se concluir que Welder tem uma boa relação com a cidade, fato que ele reforça. “Bagé é como se fosse minha segunda casa. Sempre fui muito bem recebido e tratado por todos. Me senti a vontade, independente de estar no Guarany ou no Bagé. Então, isso influencia muito na minha decisão. Fico muito feliz pelo carinho que o povo de Bagé tem por mim”, manifesta.
Diferentemente de 2016 e 2017, Welder volta ao Guarany em uma situação diferente. Em vez da Terceirona, o desafio, agora, é a Divisão de Acesso. E será uma edição especial, pelo fato de Bagé e Guarany estarem em busca do mesmo objetivo, que é retornar à elite do futebol gaúcho. “Agora, volto numa situação bem diferente. A Divisão de Acesso é uma competição difícil, todos sabem. Contém equipes qualificadas. Muitas delas deveriam estar na série A pelo que apresentam. Que possamos fazer uma boa competição. Vamos nos preparar, primeiro, para nos classificarmos. Depois, lutaremos pelo acesso do clube para a primeira divisão”, conclui.

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