ANO: 26 | Nº: 6527

José Artur Maruri

josearturmaruri@hotmail.com
Colaborador da União Espírita Bajeense bagespirita.blogspot.com.br
28/12/2019 José Artur Maruri (Opinião)

Boa-nova

Na linha da coluna que publicamos na semana passada, ainda, vasculhando os escritos Humberto de Campos e animados pela passagem natalícia do Meigo Nazareno, Jesus Cristo.
A história nos conta sobre Caio Júlio César Otávio (63 a.C. – 14 d.C), primeiramente chamado Otávio, depois Otaviano, herdeiro de Júlio César. O Imperador Otaviano chegara ao poder por uma série de acontecimentos felizes. Suas primeiras vitórias começaram com a instituição do triunvirato, uma espécie de governo formado por três homens, sendo que os desastres de Antônio no Oriente lhe abriram caminho ao poder, sendo que todas as legiões se entregavam, sem resistência, aos seus domínios.
O Imperador, no entanto, era franzino e doente. E ainda que templos fossem levantados em seu nome, os cronistas da época se referiam a ele pelas manchas que lhe cobriam a pele. Suas pernas viviam sempre enroladas em faixas e sua caixa torácica convenientemente resguardada dos golpes de ar que lhe motivavam incessantes resfriados.
Por outro lado, o Imperador via-se como regenerador dos costumes, o restaurador das tradições mais puras da família, o maior reorganizador do Império, foi obrigado a humilhar os seus mais fundos e delicados sentimentos de pai e de soberano, lavrando um decreto de banimento de sua única filha, exilando-a na ilha de Pandatária, por efeito da sua vida de condenáveis escândalos na Corte, sendo compelido, mais tarde, a tomar as mesmas providências em relação a neta.
Ainda assim, o reinado de Augusto, ou Otaviano, como queiram, marca uma das épocas mais brilhantes da história romana, época de valorização das Letras e das Artes. É nessa época que surgem Virgílio, Horácio, Ovídio, Salústio, Tito Lívio e Mecenas, como favoritos dos deuses. O próprio imperador, muitas vezes, presidindo festas populares, com o coração tomado de angústia pelos dissabores da sua vida familiar, se surpreendeu, testemunhando o júbilo e a tranquilidade geral de seu povo, sem conseguir explicar o mistério daquela interminável harmonia.
Humberto de Campos relata que "os historiadores não perceberam, na chamada época de Augusto, o século do Evangelho ou da Boa-Nova. Esqueceram-se que o nobre Otávio era também homem e não conseguiram saber que, no seu reinado, a esfera do Cristo se aproximava da Terra, numa vibração profunda de amor e de beleza. Acercavam-se de Roma e do mundo não mais espíritos belicosos, como Alexandre e Aníbal, porém, outros que se vestiriam dos andrajos dos pescadores, para servirem de base indestrutível aos eternos ensinos do Cordeiro. Imergiam nos fluidos do planeta os que preparariam a vinda do Senhor e os que transformariam em seguidores humildes e imortais dos seus passos divinos".
"É por essa razão que o ascendente místico da era de Augusto se traduzia na paz e no júbilo do povo que, instintivamente, se sentia no limiar de uma transformação celestial. Ia chegar à Terra o sublime emissário (...)".
Enfim, como o próprio Humberto de Campos coloca, "para que essas características se conservassem entre os homens, como expressão de sábia vontade, Jesus recomendou aos seus Apóstolos que iniciassem o seu gloriosos testamento com os hinos e os perfumes da Natureza, sob a claridade maravilhosa de uma estrela a guiar reis e pastores manjedoura rústica, onde se entoavam as primeiras notas de seu cântico de amor (...)", na noite de Natal...

(Referências: CAMPOS, Humberto de (Espírito). Boa Nova. Pelo Espírito Humberto de Campos psicografado por Francisco Cândido Xavier. – 37 ed. – 13. Imp. – Brasília: FEB, 2019. p. 11-15)

José Artur M. Maruri dos Santos
Colaborador da S. Espírita León Denis e União Espírita Bajeense
josearturmaruri@hotmail.com

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