ANO: 26 | Nº: 6525

Marcelo Teixeira

marceloct@ymail.com
Advogado e professor universitário - Urcamp
04/01/2020 Marcelo Teixeira (Opinião)

As mais mais de 2019

Mais profética que a frase “é teste pra cardíaco!”
Mais anunciada do que tragédia em Brumadinho.
Mais equivocada que substituição do Odair pelo Zé.
Mais atrapalhado que ministro da educação colombiano.
Mais sucupirano do que discurso na sacada da prefeitura.
Mais recorrente do que reforma previdenciária tupiniquim.
Mais hipócrita do que a resistência reclamando do fim do DPVAT.
Mais mal intencionada do que a Globo com o governo Bolsonaro.
Mais indigesto do que derrota do poste no segundo turno de 2018.
Mais inusitado do que uma vaca cair no telhado de um trailler de lanches.
Mais elíptico que a variação do preço da gasolina em torno dos cinco pila.
Mais polêmico que velório de pessoa viva no cemitério José de Arimateia.
Mais delirante do que José de Abreu se autodeclarando presidente do Brasil.
Mais soviético que desembarque de tropas e armamentos russos em Caracas.
Mais importante para a carreira diplomática do que fritar hambúrguer no Maine.
Mais determinante para a conquista da Copa América do que a atuação da Nájila.
Mais político do que o protesto do “golden shower” no carnaval de rua paulistano.
Mais interminável que o terceiro turno das eleições presidenciais do ano retrasado.
Mais importante do que ter enfrentado um Ba-Gua para conquistar a Copa do Brasil.
Mais “Duro na queda” do que Padre Marcelo sendo atacado pelas costas por uma doida.
Mais controverso que autoexílio de deputado federal socialista em país capitalista europeu.
Mais ineficaz que legalização da maconha para diminuir atuação de traficantes no Uruguai.
Mais vilipendiada do que a História do Brasil pelos revisionistas chapa branca de esquerda e de direita.
Mais insólita do que presença do premier israelense na solenidade de posse de um presidente nazista.
Mais surpreendente que instabilidade política no Chile, uma das mais estáveis economias latino-americanas.
Mais contente que cliente da Ouro e Prata com os boatos de que as passagens da Twoflex custariam uma bagatela.
Mais bem sucedido que o bolivarianismo venezuelano na intenção socialista de deixar todos pobres e sem liberdade.
Mais espantoso que o primeiro discurso de uma primeira-dama na solenidade de posse de um presidente machista.
Mais humilde que um coach que depois de ensinar sua platéia a ficar milionária, volta para casa num Celta duas portas.
Mais contraditório que decisão do STF proibindo manifestação de jornalistas, momentos antes de autorizar a manifestação de um presidiário.
Mais brilhante que a síntese do primeiro ano do governo Bolsonaro pelo líder máximo da oposição destronada: “o problema é a falta de canalhice”.

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