ANO: 25 | Nº: 6485
06/01/2020 Cidade

Adesão à energia solar cresce na região

Foto: Divulgação

Alternativa limpa e com retorno econômico de curto a médio prazo, a expansão da energia solar chama atenção pelos números. De acordo com estimativas da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, a fonte registrou, em 2019, crescimento de 44% de sua capacidade instalada, que em 2018 representava cerca de 1,1% da matriz brasileira.
De acordo com dados encaminhados pela chefe de Serviços Comerciais da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), responsável pela autorização e liberação da geração de energia solar, Márcia Veiga, nós últimos 12 meses, aproximadamente 100 clientes aderiram ao sistema de energia solar em Bagé, enquanto em 2018, a adesão registrada foi bem menor, de apenas 30 clientes.
Várias empresas já prestam o serviço de instalação da tecnologia, que permite a produção de energia a partir das placas solares. Um dos fatores para o crescimento do segmento parece ter sido a significativa redução do valor dos paineis fotovoltaicos e a expansão das linhas de crédito e financiamento para instalação de energias consideradas 'limpas', como solar e eólica.
A empresa Defend, que trabalha com energia solar fotovoltaica, destaca, como vantagens do modelo, além da independência energética e da facilidade de financiamento, as garantias de longo prazo, a assistência técnica local e a valorização do imóvel, destacando a possibilidade de alcançar uma economia de até 95% na conta de luz com o sistema que comercializa.


Potencial para expansão

Representante da EcoPower, Maurício Kleinicke explica que o segmento está em um processo de crescimento contínuo, mas ainda há uma longa estrada a ser percorrida. "No último ano, nossas estimativas foram de mais de 200% de crescimento. Contudo, o setor de energia fotovoltaica não atendeu ainda nem 1% dos clientes em potencial", aponta.
Kleinicke acredita que a matriz energética só não atingiu potencial total de geração de energia e atendimento à demanda disponível em razão da resistência dos brasileiros à esta nova tecnologia, somada à falta de segurança jurídica gerada pelas agências reguladoras.
O empresário lista os principais pontos motivadores dos clientes que optam pela adesão ao sistema: "Embora todos saibam da questão da sustentabilidade gerada pelo sistema, os principais motivadores são os benefícios financeiros, a economia que o sistema gera, porque ele mesmo acaba se pagando", aponta, ao destacar “a durabilidade e, principalmente, a expectativa de não ter mais que comprar energia das distribuidora a um alto preço”.


Apostando na energia solar
Completando um mês com o sistema instalado e gerando energia, o empresário Gilmar Lindemann, proprietário de uma padaria da área central da cidade, apostou na matriz solar e garante que está totalmente satisfeito com a transição.
Ele explica que levou cerca de quatro anos para decidir migrar para o sistema, o que acabou beneficiando. Isto porque neste período houve uma redução significativa no valor, de acordo com o crescente interesse dos brasileiros. E Lindemann apostou alto, já que optou por adquirir o sistema com excedente, projetando o aumento de consumo futuro da padaria, além de garantir o abastecimento de outros dois pontos: a própria casa e outra empresa em que tem sociedade.
Assim como comentado por Kleinicke, o que motivou Lindemann a aderir ao novo sistema foi a economia, além da independência na geração de energia. Com os 68 paineis solares instalados, o empresário garante produção média de 2,8 mil kw/mês, que irá 'se pagar' em menos de quatro anos. Antes da implantação do sistema, apenas a conta de luz da padaria era de cerca de R$ 1,3 mil.
"Fiz a instalação 100% financiada. Mas hoje, se somar as três contas de energia (casa, padaria e a outra empresa) vai sobrar dinheiro, porque dá mais que o valor da prestação do financiamento. Quem paga mais de R$ 300 por mês, vai sem medo que o sistema vai se pagar rapidinho", aponta.

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