ANO: 25 | Nº: 6489
07/01/2020 Cidade

Agentes de endemias realizam mutirão para combater o Aedes Aegypti

Foto: Divulgação

Agentes estão devidamente identificados
Agentes estão devidamente identificados
A Vigilância em Saúde está em alerta para os focos de Aedes Aegypti em Bagé, realizando mutirão pelos bairros da cidade. No último levantamento, realizado em novembro, foram detectados mais de 800 focos do mosquito. O número é considerado significativo, visto que, em março do ano passado, haviam sido identificados e eliminados 335 focos. Em todo 2018, 390 amostras foram constatadas.
Segundo o coordenador da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde e Atenção a Pessoa com Deficiência, Geraldo Leal Gomes, neste período, os agentes realizam o Levantamento Rápido de Índice (LIRA) nas residências e nos pontos estratégicos como em oficinas, cemitérios, ferros velho e borracharias. “Estamos visitando residências de domingo a domingo”, disse.
Gomes salienta que Bagé é considerada, pelo Ministério da Saúde, como uma região infestada. O coordenador ressalta que a situação piorou após ser confirmado, pela 7ª Coordenadoria Regional de Saúde (7ª CRS), um caso de dengue em Dom Pedrito. A doença foi registrada em junho, em uma mulher de 39 anos, que, conforme divulgado, contraiu a doença no município. Esse foi o primeiro caso na região da 7ª CRS, em 2019. Em Bagé não teve nenhum caso da doença.
Para evitar a proliferação do mosquito, cerca de 30 agentes comunitários trabalham no combate, mas é preciso ajuda da população para eliminar os focos. "Nossos agentes são devidamente identificados, mas, muitas vezes, não são recebidos pela população e isso dificulta o trabalho", comenta Gomes. Ele ainda lembra que, neste período de calor e umidade, a vigilância precisa ser redobrada.
O coordenador pede para que a população coopere com os agentes comunitários. Além disso, é importante que os bajeenses não deixem suas caixas d'água sem tampas, tomem cuidados para não deixarem água parada em suas vasilhas e façam manutenção em suas piscinas, se certificando de que o cloro está em dia.

Auxiliando no combate
Para reduzir a proliferação do mosquito vetor das doenças, o Ministério da Saúde aconselha a população a manter ações de prevenção, como verificar se existe algum tipo de depósito de água no quintal ou dentro de casa. Outra recomendação é lavar semanalmente, com água e sabão, recipientes como vasilhas de água do animal de estimação e vasos de plantas.
Não deixar que se formem pilhas de lixo ou entulho em locais abertos, como quintais, praças e terrenos baldios é outro ponto importante. Outro hábito que pode fazer diferença é a limpeza regular das calhas, com a devida remoção de folhas que podem se acumular durante o inverno.

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