ANO: 26 | Nº: 6542

Cássio Lopes

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08/01/2020 Cássio Lopes (Opinião)

Professora Maria Vasconcellos

Maria Petrona de Oliveira Vasconcellos nasceu no dia 22 de julho de 1908, na Estância da Água Buena, localizada no Corredor dos Morais, na época interior de Bagé. Nessa propriedade recebeu os primeiros estudos, que foram ministrados por professores particulares, que costumavam morar nas fazendas para ensinar não só as crianças da estância, bem como, as demais das redondezas.
Na juventude, casou com Dalcy Pinheiro de Vasconcellos, seu vizinho, com quem teve quatro filhos: Cléo, Theo, João Roberto e Maria do Carmo. Após, foi residir com a família na Chácara do Valente, propriedade rural que herdara do pai e ficava localizada à margem esquerda do Rio Negro.
Quando os filhos chegaram à idade escolar, a percepção inteligente não a deixou hesitar em mudar-se para a cidade. E quando eles iniciaram seus estudos, também ela tratou de aperfeiçoar seus próprios conhecimentos e, em breve, se fez uma dedicadíssima profissional da Educação.
Primeiramente, estudou no Colégio Espírito Santo. Após cursou o magistério na Escola Regional “Ponche Verde” em Piratini.
Muitas gerações de Bagé conviveram com a professora Maria Vasconcelos. De início, numa escola de datilografia, pioneira na cidade, e, logo depois, na rede municipal e estadual de ensino, até ser escolhida para o cargo de Diretora do Colégio Maggy, onde atuou, juntamente com suas atividades como alfabetizadora na escola existente na Fazenda Experimental "Cinco Cruzes", hoje Embrapa, com dedicação integral, até a aposentadoria.
Não se limitava ela ao zelo pedagógico do convívio escolar com seus alunos. Sensibilizada pelas necessidades existenciais e afetivas de muitos deles, sempre cercada de afilhados e protegidos, por muitas vezes trazia crianças e jovens para morar em sua própria casa, onde cresciam junto aos seus filhos, como uma grande e fraterna família.
Amplamente relacionada e reconhecida por seu trabalho em toda a comunidade, viveu até os 96 anos, deixando um raro exemplo de sensatez, desprendimento e solidariedade cristã.
Faleceu em 12 de junho de 2005, deixando, além dos filhos, os netos: Ricardo, Nice, Ilda, Stela, Bruno, Juliano e Ramiro. E os bisnetos: Tiago, Rodrigo, Felipe, Érica, Ananda, Tainá, Ismael, Raoni, Alice, Davi, Bento, Rodrigo, Caio.
Pelos seus relevantes serviços prestados à comunidade bajeense, seu nome foi imortalizado em uma rua no Bairro Popular, através da Lei Municipal n° 4430/2006, de autoria do então vereador Silvio Machado.

Fonte: Depoimento de Maria do Carmo Vasconcellos Passos.

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