ANO: 25 | Nº: 6459
11/01/2020 Segurança

Bagé encerra ano com menos mortes violentas em 2019 do que em 2018

A consolidação dos indicadores criminais monitorados pela Secretaria da Segurança Pública confirmou as projeções: o Rio Grande do Sul encerrou 2019 com os menores índices dos últimos dez anos. Os dados foram apresentados pelo vice-governador e secretário da Segurança, Ranolfo Vieira Júnior, na abertura da reunião da Gestão de Estatística em Segurança (Geseg), na tarde de quinta-feira, no Palácio Piratini, em Porto Alegre. Bagé encerrou 2019 com 14 mortes violentas. Em 2018, ocorreram 13 homicídios e dois latrocínios (roubos seguido de morte), totalizando 15 mortes violentas.
Em dezembro de 2019, Bagé registrou um homicídio doloso (com intenção de matar) e em 2018 ocorreram dois assassinatos. No Estado, o ano chegou ao fim com acumulado de 1.793 vítimas de homicídio, frente às 2.362 registradas em 2018, conforme a atualização da série histórica. Foram 569 óbitos a menos – redução de 24,1%. Com o resultado, considerando a mais recente estimativa de população segundo o IBGE, de 11,37 milhões de moradores no Rio Grande do Sul, a taxa de homicídios caiu ao menor nível da década, para 15,8 a cada 100 mil habitantes no Estado.
A taxa é cinco pontos menor do que a de 2018, de 20,8 a cada grupo de 100 mil habitantes. O menor índice anterior (16,8) é de 2010, quando o Estado teve 1.801 mortes por homicídio para uma população de 10,69 milhões de habitantes.
“Ainda não é o que desejamos para o Rio Grande do Sul, mas é um avanço expressivo e merece ser celebrado. Os dados reforçam que estamos no caminho certo, injetam confiança na população e nos estimulam a seguir trabalhando por mais segurança no nosso Estado. Afinal, este é um quesito fundamental na escolha de quem decide morar ou investir em um lugar. Significa qualidade de vida. Por isso, é e seguirá sendo uma das prioridades do nosso governo”, destacou Leite.

Feminicídios e Latrocínios
Na comparação entre o total de pessoas mortas em homicídios, latrocínios e feminicídios nos últimos 12 meses, com igual período anterior, 603 vidas foram preservadas no Estado. O número de óbitos por esses crimes baixou de 2.571 para 1.968. Em Bagé, no ano de 2018 ocorreu um feminicídio consumado e três tentativas de feminicídio. Já no ano passado, não ocorreu nenhum desses crimes. Em 2019, foram 17 casos de estupros, cinco menos que em 2018, em que foi registrado 22 casos desse crime.
O acumulado de roubos com morte também contribuiu para preservação de vidas no Estado. Foram 73 ocorrências de latrocínios (com 75 vítimas) entre janeiro e dezembro de 2019, ante 91 ocorrências (93 vítimas) nos 12 meses anteriores, uma redução de 19,8%. Em Bagé, ocorreram, em 2018, dois latrocínios, com duas vítimas. Já no ano passado, este crime não ocorreu.
No acumulado de 2019, o cenário geral foi de diminuição da violência contra a mulher na comparação com os índices do ano anterior. O reforço à luta por respeito e representatividade das mulheres no Rio Grande do Sul foi um dos destaques das políticas implantadas pela secretaria em 2019. O governo nomeou a primeira mulher chefe da Polícia Civil, a delegada Nadine Anflor.
Na Brigada Militar, também pela primeira vez uma mulher passou a integrar o alto escalão do comando-geral, com a coronel Cristine Rasbold no posto de chefe do Estado-Maior. No Instituto-Geral de Perícias, outra mulher lidera a instituição, com a perita criminal Heloísa Küser no cargo de diretora-geral.
Todas as Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deam) adotaram um questionário padrão para avaliação de risco, que torna mais eficaz o primeiro contato das vítimas com a polícia e dá maior embasamento para a solicitação de medidas protetivas. Gradativamente, equipes das DPPAs têm recebido treinamento para estender a aplicação do questionário a essas unidades.

Furtos e Roubos
Os índices de criminalidade no Estado também comprovam o resultado positivo das ações da Segurança Pública em relação aos delitos contra o patrimônio.
Durante todo o ano passado, por meio do RS Seguro, a secretaria adotou uma série de medidas para ampliar o impacto do policiamento em todas as regiões do Estado. A estratégia de distribuição de 2 mil novos brigadianos garantiu que nenhuma das 497 cidades gaúchas tenha menos do que cinco brigadianos. A medida contemplou 153 municípios com 256 novos policiais militares, aumentando o patrulhamento nas cidades menores.
No início de novembro, com R$ 4,4 milhões de um total de R$ 8,8 milhões do Fundo Especial da Segurança Pública (Fesp), abastecido principalmente por valores arrecadados pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran), o RS Seguro entregou uma viatura zero quilômetro, do modelo Palio Weekend, para 47 pequenos municípios do Estado. A outra parcela da verba do Fesp e R$ 3,8 milhões em recursos da Consulta Popular ainda garantiram a compra de mais 87 veículos, contemplando mais de cem cidades em todo o RS. Bagé recebeu uma viatura para a Brigada Militar.
A segurança também aumentou para os motoristas no Estado em 2019, com quase 5 mil roubos de veículos a menos na comparação com o ano anterior. Ao longo dos últimos 12 meses, houve 11.136 ocorrências – queda de 31% em relação às 16.129 registradas entre janeiro e dezembro de 2018.
Na Rainha da Fronteira, o número de roubos de veículos reduziu mais que a metade, sendo 14 registrados em 2018 e apenas seis em 2019.
Outro número que apresentou queda foi de roubos, sendo 294, em 2019, e 321, em 2018, em Bagé. Os furtos também tiveram redução, de 1718, em 2018, e 1309, em 2019. O único índice que teve aumento foi o de tráfico de drogas que subiu de 167, em 2018, para 183, em 2019.

Abigeato
No Estado, o número do crime Furto Abigeato apresentou redução de 6329, em 2018, para 5389, em 2019. Em Bagé, a redução foi de 156, em 2018, para 130, em 2019. De acordo com o titular da Delegacia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (Decrab/Bagé), delegado André de Matos Mendes, este resultado é de um trabalho que começou em 2016 com a força-tarefa. “Combate forte em cima de quadrilhas e as organizações criminosas, trabalho das Decrabs e cartórios especializados nos crimes rurais auxiliaram a redução. E o que pretendemos, para este ano, é reduzir ainda mais, ter mais avanços e continuar com esse quadro benéfico”, completa.

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