ANO: 25 | Nº: 6436
14/01/2020 Fogo cruzado

Biometria alcança mais de 41% do eleitorado de Bagé

Foto: Felipe Valduga

Previsão é que todos os eleitores sejam identificados pelas digitais até 2022
Previsão é que todos os eleitores sejam identificados pelas digitais até 2022
A identificação do eleitor bajeense por meio das impressões digitais alcançou 41,25%, totalizando 37.403 eleitores, de acordo com balanço atualizado, ontem, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Justiça Eleitoral ainda não definiu prazo para revisão biométrica do município, que pode ser realizada junto aos cartórios eleitorais.
Nos municípios onde a revisão biométrica já foi encerrada, a exemplo de Aceguá, Candiota e Hulha Negra, os eleitores já serão identificados pelas impressões digitais, assinatura e foto nas Eleições Municipais de 2020. A previsão da Justiça Eleitoral é que todo o eleitorado brasileiro esteja cadastrado na biometria até 2022.

Segurança
O voto eletrônico é realidade no Brasil desde 2000, quando todos os brasileiros escolheram seus representantes municipais por meio da urna eletrônica. Naquela época, entretanto, de acordo com o TSE, ‘verificou-se que em um procedimento eleitoral ainda havia a intervenção humana: a identificação do eleitor’. Na prática, o mesário recebe os documentos do votante, verifica os dados, digita o número na urna eletrônica, e, se aquele título fizer parte daquela seção e o eleitor não tiver votado ainda, a urna é liberada pelo mesário para que o eleitor vote.
Com a adoção da identificação biométrica, o processo de votação praticamente excluiu a possibilidade de intervenção humana, pois a urna somente é liberada para votação quando o leitor biométrico identifica as impressões digitais daquele eleitor (é feito um batimento das digitais lidas com as armazenadas no banco de dados da Justiça Eleitoral). A biometria, ainda segundo o TSE, garante cadastro único, uma vez que cada indivíduo tem impressões digitais exclusivas. Dessa forma, não é possível uma pessoa se passar por outra no momento da votação.

Implementação
A biometria foi testada pela primeira vez, nas eleições de 2008, nos municípios de São João Batista, em Santa Catarina, Fátima do Sul, no Mato Grosso do Sul, e Colorado do Oeste, em Rondônia. De acordo com o TSE, ‘depois do êxito da revisão biométrica nas três cidades, a Justiça Eleitoral decidiu dar continuidade, em 2010, ao projeto de identificação biométrica do eleitor em outros 57 municípios’. Nas eleições gerais daquele ano, 1,1 milhão de eleitores de 60 municípios de 23 estados votaram após serem identificados pela tecnologia da biometria.
Em 2012, as eleições municipais com identificação biométrica foram realizadas em 299 municípios de 24 estados e atingiram mais de 8 milhões de eleitores que já estavam aptos a serem identificados por meio da impressão digital. Nas eleições gerais de 2014, cerca de 21 milhões de cidadãos de 764 municípios de todos os estados puderam ser identificados pelo leitor biométrico. No pleito de 2016, mais de 39 milhões de eleitores de 1.541 municípios estavam cadastrados na biometria. E, em 2018, 73.688.208 eleitores foram identificados pelas impressões digitais antes de votar.

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