ANO: 25 | Nº: 6436
14/01/2020 Esportes

William Schuster é a aposta para o meio-campo jalde-negro

Foto: Lucas Uebel/Especial JM

Atleta viveu bom momento sob comando de Roger Machado
Atleta viveu bom momento sob comando de Roger Machado
Para suprir necessidades no meio-campo, principalmente após algumas saídas, o Bagé investiu pesado. Um dos destaques do elenco previsto para se apresentar no dia 21 é o meia William Schuster, 32 anos, ex-Grêmio e conhecido por brilhante passagem pelo Novo Hamburgo, em 2015. Naquele ano, o Noia protagonizou um time de “galáticos”, com vários veteranos do futebol gaúcho. O comando da casamata era de Roger Machado que, posteriormente, assumiu o Grêmio. Devido ao investimento, Schuster terá como responsabilidade ser um dos cérebros do plantel jalde-negro, que tem como missão conduzir o clube à elite do futebol gaúcho, em pleno ano do centenário.
Schuster era uma contratação que o Bagé já desejava desde a Divisão de Acesso de 2019. Na época, o meia vestia a camisa do Novo Hamburgo e seria um dos três nomes da série A que são permitidos no regulamento que reforçariam o Abelhão. Porém, uma lesão no joelho, em meio ao Gauchão, atrapalhou os planos do clube. Em 2020, já recuperado do problema, Schuster voltou a conversar com os diretores jalde-negros e, na tarde de domingo, esteve reunido com o diretor executivo, Rodrigo Trindade, que foi responsável por finalizar o acerto. Entretanto, eles conversavam há dias. A assinatura com Schuster, aliás, confirma um rumor que se espalhou após a ida de Fernandinho para o Guarany, de que o Bagé anunciaria um meia experiente, com rodagem na primeira divisão.

Análise dos especialistas
Para que o torcedor saiba o que pode esperar de William Schuster, o jornal MINUANO ouviu repórteres que acompanharam a trajetória do jogador em algum momento de sua carreira. Repórter da ZH e identificado com o Bagé, Filipe Duarte destaca que o meio-campista teve um grande momento no Novo Hamburgo de 2015, treinado por Roger Machado. No desenho tático da equipe, relata que Schuster funcionava como um ala-direito. “Depois, foi indicado pelo próprio Roger para jogar no Grêmio. Seria, mais ou menos, a função que o Ramiro fez por muito tempo, aquele meia pelo lado direito, que fecha o espaço. É um meia/volante bem voluntarioso, preenchedor de espaço, o famoso ‘jogador tático’. Por isso que acho que o Roger indicou sua contratação”, salienta.
Já no Grêmio, Duarte afirma que Schuster não conseguiu a mesma sequência e acabou sendo emprestado para o Atlético Goianiense. “De suas características, destaco sua atuação no meio. O Novo Hamburgo, no Gauchão de 2015, jogava com três zagueiro. Mas um deles não subia como lateral. Então, ele atuava aberto, como uma espécie de ala-direito”, complementa.
Repórter da rádio ABC de Novo Hamburgo, JP Gusmão, tece ótimas referências sobre a primeira passagem de Schuster pelo Noia, em 2015. “Tanto que foi para o Grêmio depois. Um jogador de muita intensidade, fazia muito bem a ala e tinha uma ótima recomposição. Se não foi o principal, foi um dos três melhores jogadores daquele ano”, opina. Já em seu retorno, em 2019, Schuster não teve o mesmo destaque. Entretanto, ele atribui como motivo o fato de ter sofrido uma lesão no joelho. “Teve bons momentos, mas nem se compara com a passagem de 2015, que foi ‘top’. Ele teve um bom tempo em tratamento de lesão. E como o Gauchão tem tiro curto, até adquirir condicionamento, ritmo de jogo, prejudicou a sequência. Mas, fisicamente, parece estar bem. Infelizmente, teve o azar da lesão, mas é um ótimo jogador”, avalia.
Vale ressaltar que, além do Grêmio e do Novo Hamburgo Schuster atuou por sete temporadas no Paraguai, defendendo o Guarani (com participação em Libertadores), 3 de Febrero, Desportivo Luqueño e o 12 de Octobre. Nas últimas temporadas, passou por Fortaleza, Náutico, Red Bull Bragantino e Boa Esporte.

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