ANO: 26 | Nº: 6587
22/01/2020 Fogo cruzado

Estado oficializa pedido para que Bagé tenha escola cívico-militar

Foto: Divulgação

Lideranças locais receberam confirmação na manhã de ontem
Lideranças locais receberam confirmação na manhã de ontem
O governador em exercício, Luís Augusto Lara, do PTB, assinou, ontem, o pedido para que Bagé sedie uma escola cívico-militar a partir de 2020. O ato foi acompanhado pelo prefeito de Bagé, Divaldo Lara, do PTB, pela secretária municipal de Educação e Formação Profissional de Bagé, Adriana Lara, e pelo deputado estadual Rodrigo Lorenzoni, do DEM.
Se a mobilização for bem-sucedida, a cidade será a quinta cidade gaúcha contemplada pelo Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares, tendo em vista que Alegrete, Alvorada, Caxias do Sul e Uruguaiana já estão confirmadas pelo Ministério da Educação. O projeto desenvolvido pelo governo federal mira na melhoria da qualidade da educação básica do país, principalmente no que diz respeito aos índices de violência e de evasão escolar.
O Palácio do Planalto informou que os militares não atuarão em questões didático-pedagógicas, pois o foco estará nas áreas educacional e administrativa. A participação dos militares ocorrerá por meio da garantia da disciplina e do fortalecimento de valores humanos, éticos e morais, bem como do incentivo à formação integral do cidadão e da promoção da sensação de pertencimento no ambiente escolar. A proposta é implantar 216 escolas cívico-militares em todo o país até 2023.
De acordo com Lara, a possibilidade de Bagé aderir ao programa surgiu após a desistência de uma cidade de Rondônia. “O governador tem a prerrogativa de solicitar que novas escolas participem do programa. Não podemos deixar de aproveitar a oportunidade, até porque Bagé já conta com experiências neste sentido e está com a estrutura pronta”, afirma.
Em Bagé, funcionam dois projetos de escolas cívico-militares: a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) São Pedro e a Emef João Severiano da Fonseca. Ambas estão com o modelo de ensino em andamento e são bancadas com recursos da prefeitura do município.
De acordo com Rodrigo Lorenzoni, que vem acompanhando todas as tratativas de inclusão do município no Programa de Fomento e Fortalecimento das Escolas Cívico-Militares, 'agora só restam algumas fases de protocolo para a regulamentação'. "Fico muito contente em ter contribuído para essa conquista de extrema importância para a cidade, mas principalmente para as crianças. É o nosso futuro que está em jogo”, avalia.

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