ANO: 26 | Nº: 6542
01/02/2020 Cidade

Obrigatoriedade das placas com padrão do Mercosul entra em vigor em todo o país

Foto: Jaqueline Muza/ Especial JM

Unidades são confeccionadas ao custo de R$ 240
Unidades são confeccionadas ao custo de R$ 240
Após sucessivos adiamentos, começou a valer, na sexta-feira, o prazo para uso obrigatório da placa do Mercosul em veículos de todos os estados. O Rio Grande do Sul já aderiu ao novo modelo o ano passado e o processo já está em andamento.

Conforme a registradora Lilian Gewehr, titular do Centro de Registro de Veículos Automotores (CRVA) de Bagé, a nova placa será obrigatória apenas nos casos de primeiro emplacamento. Para quem tiver o modelo antigo, a troca deverá ser feita no caso de mudança de município ou unidade federativa; roubo, furto, dano ou extravio da placa e nos casos em que haja necessidade de instalação da segunda placa traseira.

Lilian explica que alguns estados do país não aderiram ao novo emplacamento e São Paulo, por exemplo, não tem nenhuma placa do novo modelo. "Para nós, não há nenhuma mudança, porque já seguimos a regra", disse. Nas outras situações, a troca da placa cinza pela do padrão Mercosul não é obrigatória. Com isso, os carros com a atual placa cinza podem continuar assim até o fim da vida útil do veículo.

O prazo limite para a adesão foi estipulado na Resolução nº 780/2019, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), de julho do ano passado, que determinou a adoção do novo modelo de placas de identificação veicular (PIV) a partir de 31 de janeiro de 2020. Segundo o Ministério da Infraestrutura, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) quem não aderir ao novo padrão, não conseguirá emplacar novos veículos. O valor do par da nova placa custa R$ 240, segundo apurado em Bagé.

O novo modelo apresenta o padrão com quatro letras e três números, o inverso do modelo atualmente adotado no país, com três letras e quatro números. O novo modelo permite mais de 450 milhões de combinações, o que, considerando o padrão de crescimento da frota de veículos no Brasil, pode levar por mais de 100 anos. Também muda a cor de fundo, que passará a ser totalmente branca. A mudança vai ocorrer na cor da fonte para diferenciar o tipo de veículo: preta para carros de passeio, vermelha para os comerciais, azul para os oficiais, verde para veículos em teste, dourado para os automóveis diplomáticos e prata para veículos de colecionadores.

Todas as placas deverão ter ainda um código de barras dinâmico do tipo Quick Response Code (QR Code), contendo números de série e acesso às informações do banco de dados do fabricante e estampador do produto. O objetivo é controlar a produção, logística, estampagem e instalação das placas nos respectivos veículos, além da verificação de sua autenticidade.

Desde que foi decidida a adoção da placa do Mercosul, a implantação no registro foi adiada seis vezes. A decisão foi anunciada em 2014 e a medida deveria ter entrado em vigor em janeiro de 2016. Disputas judiciais levaram ao adiamento da adoção da placa para 2017. Mais prazo foi dado para que os órgãos estaduais de trânsito pudessem se adaptar ao novo modelo e credenciar as fabricantes das placas.

As novas placas já são usadas na Argentina, no Uruguai e no Paraguai. Dos 26 estados brasileiros, já tinham aderido ao modelo Mercosul o Acre; o Amazonas; a Bahia; o Espírito Santo; a Paraíba; o Paraná; o Piauí; o Rio de Janeiro; Rondônia; o Rio Grande do Norte e o Rio Grande do Sul.

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