ANO: 26 | Nº: 6543
28/02/2020 Fogo cruzado

Secretaria de Educação espera receber, neste semestre, R$ 1 milhão de programa de escolas cívico-militares

Foto: Tiago Rolim de Moura

"Acreditamos desde o início que é um projeto que vem para somar na qualidade da educação que almejamos", diz Adriana

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, divulgou, quarta-feira, a relação de escolas selecionadas para participar do programa de escolas cívico-militares em 2020. A divulgação foi feita à tarde, pelo Twitter pessoal do ministro, e incluiu a Escola Municipal de Ensino Fundamental São Pedro. A publicação repercutiu na Rainha da Fronteira – em parte pela expectativa de repasse da verba de auxílio às instituições contempladas, algo em torno de R$ 1 milhão.
Questionada pela coluna sobre quais seriam as alterações de panorama, tendo em vista a publicação, a secretária de Educação e Formação Profissional, Adriana Lara, frisou que a instituição já havia sido inclusa na listagem anteriormente. Em nota, enviada à reportagem, inclusive, reforçou o posicionamento. "Nós estamos trabalhando nesta proposta, onde já implantamos o modelo cívico-militar em duas escolas da nossa rede, desde o começo do ano passado. Acreditamos desde o início que é um projeto que vem para somar na qualidade da educação que almejamos. E ver Bagé entre as cidades contempladas é, para nós, motivo de orgulho, e também nos motiva ainda mais a seguir adiante e fazer na nossa cidade um modelo cívico-militar que agregue qualidade, inspirações de valores e posturas militares, num ambiente que preze por uma pedagogia formadora de cidadãos atuantes e, claro, contando com um importante investimento financeiro do Governo Federal", disse, ao ressaltar que, no município, as escolas contam com regimentos construídos com a participação efetiva das escolas e do Conselho Municipal de Educação, onde a questão dos aspectos militares está entrelaçada ao respeito e à ética profissional do quadro de professores da rede pública municipal de ensino, contando com o apoio de instrutores que possuem experiência militar e pedagógica. "A seleção dos nossos instrutores é um diferencial, porque priorizamos pessoas com passagem pelas forças militares, mas que possuíssem experiência com o ambiente escolar", observou.
Ao todo, no País, são 54 instituições, de 22 estados e do Distrito Federal, incluindo a Escola Municipal São Pedro. Os estados que mais terão escolas cívico-militares são Rio Grande do Sul e Pará, ambos com cinco escolas. A implementação do modelo ocorrerá ao longo do ano, em edição piloto.
Policiais e bombeiros militares foram capacitados para trabalhar nas escolas. Na primeira rodada de capacitação, realizada em dezembro, em Brasília, o trabalho envolveu diretores e coordenadores de escolas, além de representantes de secretarias estaduais e municipais de Educação que vão atuar como multiplicadores. A segunda rodada ocorreu neste mês, em Porto Alegre. Foram capacitados 54 oficiais da reserva e da ativa das polícias e bombeiros militares e 17 profissionais das secretarias de Educação.
O Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares é uma parceria do MEC com o Ministério da Defesa. Cerca de mil militares da reserva das Forças Armadas, policiais e bombeiros militares vão participar da gestão educacional das instituições. O MEC destinará R$ 54 milhões para levar a gestão de excelência cívico-militar para 54 escolas, sendo R$ 1 milhão por instituição de ensino.

Investimentos
À coluna, a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação frisou que a expectativa é receber o repasse do montante de R$ 1 milhão já neste semestre. A aplicação, contudo, ainda não está totalmente definida. Mas há uma projeção.
A estimativa é que parte do valor fique com o próprio MEC, que deve licitar a compra de uniformes para todas as instituições contempladas pelo programa. Ou seja, o restante do montante, então, deverá ser encaminhado para os Municípios, que devem utilizar as verbas para viabilizar obras de infraestrutura, por exemplo. O projeto de revitalização total da São Pedro, que prevê uma série de novos espaços, inclusive com uma piscina coberta, não deve ter estes recursos utilizados – a meta é que tais ações sejam viabilizadas de forma paralela.
João Severiano
Outro tópico questionado pela coluna, junto à Secretaria, foi quanto à inclusão da Escola Municipal João Severiano na lista de instituições inseridas no programa, como anunciado anteriormente pela Prefeitura.
À reportagem, foi mencionado que há uma informação de que, em agosto, o MEC deve abrir um novo momento para inscrições de escolas no programa e, então, o Executivo deve trabalhar para garantir a inclusão. A assessoria da Smed frisou, contudo, que João Severiano já funciona no sistema cívico-miliar, mesmo não tendo sido citada em listagens oficiais do Ministério da Educação.

 

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