ANO: 26 | Nº: 6525

Egon Kopereck

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Pastor da Congregação Evangélica Luterana da Paz
29/02/2020 Egon Kopereck (Opinião)

Carnaval do Rio debocha da fé cristã

Amigos leitores!

Uma grande polêmica gerou o tema e a apresentação da Escola de Samba da Mangueira no Rio de Janeiro. A Igreja Católica, um grande número de Igrejas Evangélicas se manifestaram contra e pediram para que essa apresentação não acontecesse. Muitos criticaram, outros acharam interessante e apoiaram a ideia. Na verdade, o que lá aconteceu foi um deboche e ofensa à fé cristã e, especialmente, ao que dizem as Escrituras Sagradas, a Palavra de Deus. Dentre os muitos comentários, gostaria de compartilhar algumas partes do que escreveu o pastor Sílvio Ferreira da Silva, que serve na Congregação Evangélica Luterana Castelo Forte, em Canoas, RS.
Disse ele: "O carnaval da Mangueira foi excelente ... do ponto de vista dos que gostam do politicamente correto. Não teve nenhuma preocupação com a ética e a verdade da Bíblia Sagrada. Não falou do pecado, não apontou a transgressão, nem a culpa. Maximizou a pobreza, o ser negro, a mulher, o ser homoafetivo. Sim, a todos esses Jesus abraçou, não sem antes apontar o seu pecado e as graves consequências dele. A Mangueira falou de um Jesus "paz e amor", esquecendo-se de que, quando se diminui o pecado, quando se faz pouco da transgressão, se diminui a necessidade do Salvador e se esmaece a graça. A valorização do criminoso delinquente e a depreciação da autoridade policial, por exemplo, é transgressão do 4º mandamento da lei de Deus. A apologia ao relacionamento homoafetivo, transgride o 6º mandamento, que Jesus sublinhou, honrou e aprofundou. Fazer de Jesus uma mulher pode parecer inocente, pode parecer honrar as mulheres, mas, não! Deprecia a Jesus, faz tudo parecer irrelevante, passando por cima da palavr4a de Deus que diz: "Um menino nos nasceu, um filho se nos deu." (Isaías 9.6) Esse menino é o nosso Salvador, e não uma mulher, negra ou indígena, a todos que Jesus amou e ama muito.
Jesus também não foi crivado de balas. Ele foi pregado numa cruz. Muitos, das milhares de vidas que o crime organizado ceifa em nosso país, especialmente no tráfico de drogas, a maioria dos corpos jovens, perfurados por dezenas de projeteis de grosso calibre, o são por causa da guerra do tráfico – não vítimas da sociedade, são jovens que escolheram o mundo do crime e morreram nele por sua própria escolha. Não podemos glamorizar essas escolhas, muito menos imputar sua culpa aos que nada devem por ela. Jesus morreu, também para salvar a esses que, ao longo da sua vida, o rejeitaram por completo.
Quero dizer uma palavra aos que acusam: E os hipócritas que cultuam a Jesus e não pensam nos pobres? E os que discriminam negros, mulheres e travestis? Pecam também! Uma coisa não justifica a outra, um erro não cobre o outro."
Amigos leitores! É lastimável ver como as pessoas têm banalizado e ridicularizado a fé cristã. A televisão nos traz sempre de novo o mote: "Tudo começa pelo respeito". Pois bem, respeitem a fé cristã. Respeitem a Palavra de Deus. De fato, Jesus amou e ama a todas as pessoas, e o seu desejo é a salvação de todo ser humano. Para isso, não hesitou em entregar a sua própria vida à morte. Ele ama o pecador, mas odeia o pecado. Nunca foi conivente com o pecado e a vida errada. Para demonstrar seu amor pelo ser humano, não precisou se travestir na vida errada deles. Além de chamar ao arrependimento, Jesus acrescentava: "Vai e não peques mais." (João 5.14 e 8.11)
Deus tenha misericórdia daqueles que o rejeitam.

Pastor da Congregação Ev. Luterana da Paz

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