ANO: 26 | Nº: 6542
29/02/2020 Candiota

Greve de servidores da CRM, em Candiota, começa na segunda-feira

Foto: Arquivo JM

Sindicalistas alegam que mina está quase na totalidade
Sindicalistas alegam que mina está quase na totalidade "nas mãos" de terceirizados
Os funcionários da Companhia Riograndense de Mineração (CRM) de Candiota, em Assembleia Geral Extraordinária, realizada quinta-feira, pela manhã, decidiram pela rejeição à uma proposta de reajuste apresentada pela estatal e, ainda, pela deflagração de greve a partir da próxima segunda-feira.
De acordo com o tesoureiro do Sindicato dos Mineiros, Hermelindo Ferreira, a categoria entendeu que os itens constantes na proposta de Acordo Coletivo não atendiam às expectativas dos servidores. Segundo detalhado por ele, a proposta patronal foi rejeitada por uma série de quesitos. "Principalmente por não ter o reajuste do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Nossos salários estão os mesmos de 1º de maio de 2018", alegou ao mencionar que a proposta era para que se mantivessem os vencimentos atuais até 1º de maio, quando começam as negociações de um novo Acordo. "E não para por aí, não contempla o nosso vale-alimentação; o auxílio-creche também não", completou.
Outro tópico relatado é sobre uma cláusula que prevê o pagamento de 12 dias extras de trabalho para funcionários com mais de 10 anos de atuação na estatal, no caso de demissão. "A empresa está ofertando fazer a demissão dos aposentados retirando esses 12 dias. Ou seja, serve para os demais, mas não para os aposentados. Um exemplo de um colega que tem um salário de R$ 4,8 mil e trabalha na empresa há 28 anos. Esses 12 dias representariam R$ 53,7 mil, que estariam cortando da rescisão de dele", detalha ao sustentar que a decisão pela negativa também atendeu ao entendimento coletivo.
A categoria estabeleceu uma linha de negociação. "Decidimos que vamos manter o Acordo atual, que coloque-se o índice de correção de reajustes, do INPC, de 5,8%, de abril de 2018, e se mantenham as demais cláusulas. A proposta deles (CRM) não nos contempla", resumiu.
Funcionamento em 30%
"Manteremos 30% dos setores essenciais, como beneficiamento e a moagem do carvão que vai para a CGTEE, não queremos parar a CGTEE, a deixando desabastecida", comentou o sindicalista, à reportagem do MINUANO. Ele completou, ainda, dizendo que, no caso da mina, a greve não deve ter reflexos expressivos. "Está 92% nas mãos dos terceirizados, então não mudaria muito o cenário", complementou.
Ferreira, por fim, adianta que a CRM já foi notificada da paralisação, que deve iniciar por volta das 8h, no próximo dia 2 de março.

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