ANO: 26 | Nº: 6590
09/03/2020 Fogo cruzado

“Temos o compromisso de impulsionar a olivicultura no Estado", diz governador

Foto: Itamar Aguiar / Palácio Piratini

Leite participou na abertura da colheita, em Caçapava do Sul
Leite participou na abertura da colheita, em Caçapava do Sul
A abertura oficial da colheita da oliva, no Rio Grande do Sul, foi marcada por projeções de estímulo ao setor. Presente no evento realizado na sexta-feira, em Caçapava do Sul, o governador Eduardo Leite reconheceu a coragem e a resiliência daqueles que produzem no campo. "Além de todos os desafios jurídicos e econômicos de quem empreende no país, estão sujeitos ao imponderável do clima, que pode afetar as colheitas", destacou.
As condições da safra 2018/2019 para a cultura foram positivas, resultando em 1,4 milhão de quilos de azeitonas. Isso culminou na produção de 198,6 mil litros de azeite extravirgem, envolvendo 11 fábricas. No Brasil, a produção foi de 240 mil litros. Neste ano, no entanto, as condições da safra 2020/2021 foram abaladas devido a fatores climáticos. O presidente do Instituto Brasileiro da Olivicultura (Ibraoliva), Paulo Marchioretto, projeta uma expectativa de quebra de produção. “Devemos colher bem abaixo do esperado. Pouco frio e semanas de temperaturas elevadas proporcionaram uma floração desuniforme”, esclareceu. Ele lembra também que a floração, principalmente da arbequina, uma das variedades mais cultivadas no Estado, ocorreu mais tarde, em meados de outubro, quando houve um grande volume de chuvas.
Mesmo assim, a expectativa é de que a qualidade do óleo produzido se mantenha. “O volume da safra não interfere na qualidade dos azeites gaúchos, que se caracterizam pelo sabor intenso e picante devido à colheita com azeitonas ainda verdes. Acima de tudo, o nosso azeite chega às mesas dos consumidores com o frescor do azeite jovem”, ressalta Rosane Abdala, uma das proprietárias do pomar Don José, onde ocorreu a solenidade de abertura da colheita.
“Temos o compromisso de impulsionar a olivicultura no Estado. Além da importância para o mercado gastronômico, a produção de azeite e o cultivo das oliveiras se tornam um atrativo turístico, promovido pela Rota das Oliveiras”, ponderou o governador.
No Rio Grande do Sul, existem 35 marcas de azeite registradas, inclusive em Bagé que, ano passado, inaugurou a Azeites do Pampa. A olivicultura no Estado tem grande potencial de expansão e já cresceu de 80 hectares em 2006 para 6 mil hectares em 2020, cultivados por mais de 300 produtores em 65 municípios. De acordo com o Ibraoliva, a expectativa é de que, até 2025, o Brasil conte com 25 mil hectares plantados de olivas.
Além de Caçapava do Sul, os municípios de Bagé, Barra do Ribeiro, Cachoeira do Sul, Canguçu, Encruzilhada do Sul, Pinheiro Machado, Santana do Livramento e Sentinela do Sul concentram a maioria dos olivais.

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