ANO: 26 | Nº: 6587
16/03/2020 Cidade

Cai o número de infrações de trânsito em Bagé

Foto: Arquivo JM

Secretário acredita que números refletem aumento da fiscalização
Secretário acredita que números refletem aumento da fiscalização

O relatório de infrações de municípios, elaborado pelo Departamento de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran/RS), aponta uma queda no número de irregularidades cometidas no trânsito de Bagé, em 2019. Enquanto no primeiro ano de registro disponível, 2011, foram apontados 9.145 infrações, em 2015, o volume de multas totalizou 17.342. Em 2018, já em queda, atingiu 10.947. Já no ano passado, foram registradas 7.849 irregularidades no trânsito.
O secretário municipal de Segurança e Mobilidade de Bagé, Luís Diego Soares, aponta que os números refletem o aumento da fiscalização na cidade, como o Balada Segura, além de realização de ações com outros órgãos para inibir os infratores. "Isso faz com que a população busque evitar infrações de trânsito. Também trabalhamos muito forte em ações de educação no trânsito, não só nas épocas específicas, como Maio Amarelo e Semana do Trânsito. Junto com a fiscalização, buscamos também promover orientação, para que aquela falsa afirmação da 'indústria da multa' não se propague", aponta.
Em 2015, quando foi registrado o maior número de infrações, haviam 61.732 veículos circulando em Bagé. Atualmente, a cidade conta com 71.860 veículos. O responsável pelo efetivo da Brigada Militar nas ações de fiscalização, o capitão Daniel Oliveira destaca que os números têm ligações diretas pelo menos com dois fatores: a frota, que tende sempre a aumentar, e o número e a qualidade de ações fiscalizadoras que são empreendidas pelo poder público. "Nesse prisma, os órgãos autuadores têm sido bastante atuantes, pelo menos em nossa cidade, no âmbito da Brigada Militar no estado, a qual possui o sistema avante como indicador de desempenho”, avalia.
O capitão explica que as infrações mais cometidas são relativas ao quantitativo da frota. "O acesso aos veículos é fácil, pois apesar do momento econômico desfavorável, todos conseguem comprar um veículo, no mínimo uma motocicleta. Porém, dirigir de forma regular já onera o cidadão e eis o que provoca as maiores autuações: dirigir sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), permitir pessoa não habilitada a conduzir, licenciamento vencido", menciona.
Em Bagé, mais especificamente, também despontam infrações como estacionar em local proibido e alteração de descarga, principalmente motocicletas. "Mas avançamos, sem dúvida, o que se pode notar pelo número de vítimas de mortes violentas no trânsito e de vítimas de acidentes. Se considerarmos a frota de hoje, proporcionalmente os números são razoáveis", ressalta Oliveira.
O capitão destaca, porém, que ainda há muito trabalho a ser feito, principalmente na área de fiscalização, com implementação de tecnologia e sistemas mais autônomos, como implantação de radares urbanos, lombadas eletrônicas, câmeras e formação de condutores mais conscientes. "Há um horizonte de trabalho a ser feito, mas desde já a população pode colaborar observando as normas e as regras de segurança básica", aponta.

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