ANO: 26 | Nº: 6494
26/03/2020 Cidade

Mediação por videoconferência aborda prevenção ao coronavírus em frigoríficos de Bagé e Hulha Negra

Foto: Reprodução JM

Uma mediação realizada na tarde de quarta-feira, dia 25, por videoconferência, abordou os cuidados que vêm sendo tomados por frigoríficos situados no município de Bagé e Hulha Negra quanto à prevenção da contaminação pelo coronavírus entre seus trabalhadores. A reunião foi conduzida pela juíza Marcele Cruz Lanot Antoniazzi, titular da 1ª Vara do Trabalho e diretora do Foro Trabalhista local, em decorrência de processo iniciado pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação de Bagé, tendo a participação também de representantes do Ministério Público do Trabalho e das empresas Pampeano Alimentos e Marfrig Alimentos.
Os participantes debateram diferentes medidas que estão sendo ou devem ser tomadas no sentido de resguardar a saúde dos empregados: limitação no uso simultâneo dos vestiários, destravamento das janelas dos ônibus, intervalo entre a chegada e saída de cada veículo, estabelecimento de maior número de turnos de trabalho, distanciamento entre os trabalhadores na linha de produção, dentre outras.
Conforme esclarecido pela juíza Marcele, esta foi a primeira audiência totalmente por videoconferência realizada no Foro do Trabalhista de Bagé. "Ocorreu devido à provocação do Sindicato da Alimentação, através de um processo judicial, que foi recebido em plantão judiciário (depois das 18h). Ainda que tenha determinado que os frigoríficos apresentassem manifestação escrita até às 11 horas de ontem, para dizer quais medidas de proteção à saúde dos trabalhadores estavam adotando, entendi necessário uma audiência emergencial para que, por mediação, tanto as partes quanto do Ministério Público, pudessem ajustar quais medidas seriam mais urgentes e o que seria possível ser cumprido pelos frigoríficos", detalhou ao Jornal MINUANO.
Os frigoríficos se comprometeram a apresentar, até as 20h desta quinta-feira, dia 26, relatório sobre as medidas discutidas. "O objetivo, na verdade, de todos, o que ficou claro na audiência, é preservar a saúde da comunidade em geral e dos trabalhadores, em especial, sem prejudicar o funcionamento das atividades do frigorífico que, por decreto municipal de Bagé, foi considerado como essencial", frisou.
A juíza Marcele acrescentou, ainda, que, na manhã desta quinta-feira, recebeu informações da Vigilância Sanitária de Bagé, bem como de Hulha Negra, evidenciando que ambos os frigoríficos adotaram medidas para melhorias nas condições de trabalho de seus empregados. "O que nos traz a certeza de que a Justiça do Trabalho deve ser sempre positiva e prospectiva na sua missão essencial da conciliação", destacou.

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