ANO: 26 | Nº: 6590
30/03/2020 Segurança

Presídio e Instituto Penal de Bagé recebem itens de prevenção ao Covid-19

O Governo do Rio Grande do Sul anunciou, no domingo, dia 29, que começaram a chegar às unidades prisionais de todo o Estado os novos lotes de insumos para higienização e proteção do efetivo penitenciário de serviço nesses locais, durante o período de epidemia do Covid-19. Durante o sábado, foram realizadas diversas entregas de materiais, como galões de álcool, álcool gel, luvas, máscaras e termômetros. Todas as delegacias regionais foram abastecidas, conforme a tabela que ilustra a matéria, em um trabalho de reposição, iniciado pelo DSE, na última quinta-feira.

De acordo com informações da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), o Presídio Regional (PRB) e Instituto Penal (IPB). ambos de Bagé, receberam termômetros, álcool gel, máscaras e luvas.

O material também está servindo para a limpeza e esterilização das sacolas que entram nos presídios, endereçadas aos presos. Antes do ingresso do material, todos os itens são retirados e passam por uma limpeza com álcool. Da mesma forma que a própria sacola, dentro da qual se encontravam. Usando luvas, os agentes impedem assim que qualquer mercadoria contaminada possa ingressar nas dependências das casas prisionais.

A partir da próxima semana, em uma parceria com a Defensoria Pública, Seapen/Susepe darão início à chamada “Operação Caça-Vírus”.  Serão cinco patrulhas volantes, compostas por motorista e dois servidores, que visitarão todos os presídios do Estado, em roteiros divididos por regiões, com um itinerário de visitas que irá privilegiar as casas com maior número de servidores e presos.

O secretário da Seapen, Cesar Faccioli, explica que esse patrulhamento “tem a finalidade de orientação, na prática, da parte da triagem, tanto de servidores, quanto de presos. E também de conscientização e orientação das rotinas, esclarecendo dúvidas, inclusive!” A ideia é que isso possa ser feito, dentro de rigorosos limites de segurança, também junto aos presos. “Nesse caso, a equipe entraria nas celas e passaria diretamente a orientação de como proceder para não disseminar o vírus no interior da cadeia, entre os presos”, acrescenta o Superintendente da Susepe, Cesar da Veiga.

Depois, os membros da equipe farão uma desinfecção, em uma das celas, e em uma parte da área administrativa, demonstrando, na prática, o que precisa ser feito para esterilizar o ambiente. A Defensoria Pública fornecerá os veículos, os motoristas e o combustível, enquanto a Susepe entrará com os servidores e os insumos. Esta mesma equipe, na medida do possível, também estará munida de materiais sobressalentes, para eventuais faltas de kits em unidades prisionais visitadas, embora essa não seja sua principal finalidade.

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