ANO: 26 | Nº: 6589
02/04/2020 Opinião

O Estado protege você. Você protege a todos

Foto: Divulgação

Ranolfo Vieira Júnior
Ranolfo Vieira Júnior

Completamos um mês desde o primeiro caso do novo coronavírus no Brasil. De lá pra cá, a multiplicação dos números expressa a alta velocidade de propagação da Covid-19, doença que surpreendeu a humanidade como um de seus maiores desafios. Por aqui, só não temos ainda o que está ocorrendo na Europa e na Ásia porque agimos rápido e com firmeza.

Desde janeiro, dois meses antes de a Organização Mundial de Saúde declarar pandemia, já trabalhávamos no plano de contingência. Preparados, pudemos ir adotando gradativamente as medidas técnicas de restrição à circulação de pessoas. Em todo o mundo, profissionais de saúde recomendam, e os dados atestam, que o isolamento social é a melhor arma contra a propagação da Covid-19.

Na Itália, onde houve resistência às ações restritivas, as mortes já passam de 8 mil. No RS, as medidas, até aqui, puxam nossa evolução do contágio para abaixo do quadro italiano, mas ainda enfrentamos cenário agressivo semelhante ao de França, EUA e Alemanha. Temos de seguir achatando a curva, de forma que nosso sistema de saúde, no qual ampliamos em 22% o número de UTIs, possa absorver a demanda.

O impacto na economia será forte. Mas não há outro caminho que não seja o de pensar, primeiro, na preservação das vidas. É hora de o Estado reafirmar sua competência de garantidor das condições para a população enfrentar as dificuldades. Nosso governo já suspendeu cortes por atrasos nas contas de energia e água, prorrogou dívidas de crédito rural e imobiliário no Banrisul e ampliou recursos nos fundos municipais para micro e pequenas empresas.

Mesmo decretando calamidade pública, listamos os serviços que precisam seguir abertos. O essencial de nosso Estado não parou, mas todo o resto precisa parar enquanto buscamos a segurança científica para iniciar o relaxamento da quarentena. Ainda não é a hora. Até lá, não há melhor forma de homenagear os profissionais – garis, rodoviários, trabalhadores de supermercados, bancos, farmácias, postos de combustível, agentes da saúde e da segurança pública –, que seguem servindo à sociedade. Eles estão na rua para sua proteção. Pela proteção de todos, fique em casa.

Vice-governador e secretário da Segurança Pública

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