ANO: 26 | Nº: 6525
11/04/2020 Urcamp em Pauta

Isolamento social: como lidar com nosso psicológico

Foto: Reprodução JM

"Devemos, primeiramente, lembrar que este momento é passageiro", diz Silvia
por Rodrigo Kluwe
Acadêmico de Jornalismo da Urcamp

Estamos isolados em nossas casas, acompanhando diariamente as notícias que vêm de todos os lugares do mundo sobre esta doença, o coronavírus. Este isolamento foi imposto pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma medida de contenção à disseminação do vírus. Mas, ficar em casa, não é tão fácil assim. O isolamento social, somado a essa carga negativa de informações diárias, faz com que muitos de nós tenhamos dificuldades de enfrentar o medo e a ansiedade.
Conforme Sílvia Vargas, psicóloga clínica e professora da Urcamp, para manter uma boa saúde mental durante este período de quarentena é preciso saber lidar com o sentimento de solidão, medo e angústia. De acordo com ela, esse enfrentamento do problema depende de cada um, de como conseguir lidar com casa situação, sozinhos, em confinamento, ou acompanhados. "Devemos, primeiramente, lembrar que este momento é passageiro e que é importante criarmos recursos para conviver com aqueles que estão o tempo todo conosco ou para viver de forma solitária, no caso daqueles que estão sozinhos em isolamento", comenta.
Além disso, Silvia informa que o curso de Psicologia da Urcamp criou uma página, tanto no Facebook quanto no Instagram, chamada Desconstruindo o Vírus, onde há várias dicas e informações positivas sobre o assunto. Por meio de links, podemos acessar livros, filmes e várias outras informações importantes e necessárias neste momento. A página, que é alimentada diariamente, também é interativa, onde a comunidade pode enviar mensagens e tirar dúvidas. "Distanciem-se das notícias ruins, distanciem-se daquilo que pode gerar uma ansiedade maior", enfatizou, por fim, a psicóloga.
Maria Helena Romero, professora da rede estadual, frisa que a maior preocupação no momento é o descumprimento do distanciamento social por parte de algumas pessoas que ainda não entenderam que, se não fizerem a sua parte, haverá uma sobrecarga no serviço de saúde e, como consequência, muito mais pessoas perderão a vida. Em sua casa, além dela, há mais quatro pessoas; entre marido e filhos. Todos procuram seguir o protocolo de prevenção com a máxima rigidez e, quando questionada sobre como estão conseguindo lidar com este momento de isolamento, afirmou "que o importante é criar um bom ambiente em casa, buscando informação, mas também o entretenimento como bons filmes e livros". Há preocupação com a saúde mental da família, por ser uma situação nova, diferente de tudo que já vivenciaram. "Mas fazemos o possível para usar o período de confinamento para refletir sobre a importância da empatia e do espírito de colaboração", conclui.

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