ANO: 26 | Nº: 6590
16/04/2020 Fogo cruzado

Divaldo revela expectativa sobre mudança no comando do Ministério da Saúde

Foto: Tiago Rolim de Moura

Prefeito de Bagé já havia manifestado apoio ao posicionamento de Mandetta
Prefeito de Bagé já havia manifestado apoio ao posicionamento de Mandetta

Em entrevista coletiva, o prefeito de Bagé, Divaldo Lara, do PTB, revelou a expectativa gerada pela demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. “É um ato discricionário do presidente da República. Espero que, na avaliação do presidente, a substituição seja o melhor para o Brasil, para a saúde pública, e que a vida seja preservada acima de qualquer divergência política e partidária”, pontuou.
Mandetta anunciou sua demissão através de publicação em conta oficial no Twitter, na tarde desta quarta-feira. O ex-ministro e o presidente Jair Bolsonaro divergiam sobre estratégias para o combate à pandemia do coronavírus (Covid-19). Mandetta se alinhava às orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) pela adoção de um isolamento social mais forte, enquanto Bolsonaro elevava o tom na defesa pela abertura do comércio como forma de evitar impactos na economia. Divaldo já havia manifestado, publicamente, apoio ao posicionamento defendido por Mandetta.
No final da tarde, o presidente anunciou o médico Nelson Teich como novo ministro da Saúde. Em um pronunciamento no Palácio do Planalto, Bolsonaro ressaltou que é preciso combinar o combate à doença com a recuperação econômica e garantia de empregos, e defendeu uma descontinuidade gradativa do isolamento social em vigor em todo o país.
O novo ministro da Saúde é médico oncologista e empresário do setor. É natural do Rio de Janeiro, formado pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), com especialização em oncologia no Instituto Nacional de Câncer (Inca). Também é sócio da Teich Health Care, uma consultoria de serviços médicos. Teich chegou a atual como consultor informal na campanha eleitoral de Bolsonaro, em 2018, e foi assessor no próprio Ministério da Saúde, entre setembro do ano passado e janeiro deste ano.

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