ANO: 26 | Nº: 6527
14/05/2020 Esportes

Proposta da FGF para retomada do Gauchão 2020 é aprovada por clubes

Foto: Tiago Rolim de Moura

Acesso teve somente três rodadas realizadas
Acesso teve somente três rodadas realizadas
Em reunião virtual realizada na tarde de quarta-feira (13), foi aprovada a proposta que a Federação Gaúcha de Futebol (FGF) apresentou aos clubes para a retomada do Gauchão Ipiranga 2020. Com aceitação unânime entre os 12 dirigentes, o documento será encaminhado ao Tribunal de Justiça Desportiva do Rio Grande do Sul (TJD-RS), Ministério Público (MP-RS) e Secretaria Nacional de Esportes para validação.
As deliberações sugeridas pela FGF observam a aplicação do protocolo de segurança desenvolvido pela entidade e a realidade econômica dos times que disputam a competição. Entre as readequações estão período-base para retomada da competição entre metade de julho e início de agosto; contratações livres (salvo casos de atletas que já atuaram na edição deste ano do Gauchão); nenhuma equipe rebaixada este ano e quatro descensos em 2021..
No encontro virtual do dia anterior, os dirigentes já acenavam positivamente com a proposição. Só não houve conclusão da sessão porque um dos representantes teve que se ausentar. A data para a retomada da disputa do campeonato estadual acompanhará a definição do calendário do futebol brasileiro e estará condicionada à liberação dos órgãos governamentais e autoridades sanitárias.
O Gauchão Ipiranga 2020 foi suspenso em 16 de março, em razão da pandemia de coronavírus. Há três rodadas da Taça Francisco Novelletto Neto (2º turno) pendentes, além dos confrontos de semifinal e final. Caso o vencedor não seja o Caxias (campeão do 1º turno), haverá, ainda, a disputa da finalíssima.

Possíveis impactos na Divisão de Acesso

Com a sinalização de uma possível retomada do Gauchão, a Divisão de Acesso poderá voltar a ser discutida nos próximos dias. A tendência é que a série A seja jogada dentro de um mês, visto que ainda há a necessidade de encaixar, no calendário, as divisões nacionais. O debate, vale ressaltar, vai além do aspecto de datas. Isso porque os clubes da série A e B do Brasileirão têm acerto com a televisão para repasse financeiro equivalente a 38 rodadas. Ou seja, se o Brasileirão viesse a ser reduzido, consequentemente, os valores das cotas de TV teriam que ser renegociados (leia-se reduzidos). E estes valores têm sido fundamentais para que alguns clubes tenham saúde financeira. Por isso, os estaduais devem ser realizados o mais breve possível, assim que forem liberados.
Quanto à Divisão de Acesso, a última intenção exposta pela FGF é de que o campeonato fosse retomado em agosto. Em março, foram realizadas apenas três rodadas num total de 14 que estavam previstas para a primeira fase. Posteriormente, o regulamento prevê jogos de ida e de volta de quartas de final, semifinal e final. Porém, já circula, nos bastidores, uma proposta para que, em caso de retomada, essas três rodadas que foram realizadas serem desconsideradas. O caso da Divisão de Acesso é diferente do Gauchão, que teve um turno completado, cujo campeão foi o Caxias.
No quesito de calendário, pelo fato de nenhum dos 14 clubes participantes da Divisão de Acesso estarem envolvidos em competições nacionais, há maior flexibilidade. Mas esse não o principal ponto de discussão. O fator dificultoso é o financeiro mesmo. Com os jogos paralisados desde a metade de março, as equipes do interior passam por sérios problemas financeiros, inclusive, com com suspensão dos contratos de jogadores. Dirigente afirmam não possuir mais respaldo financeiro para jogar futebol em 2020.
É preciso também compreender que essa intenção de retomada das competições depende exclusivamente dos protocolos de saúde do governo do Estado. Hoje, o retorno do futebol é inviável, em virtude do modelo de Distanciamento Controlado, que classifica as cidades em cores (amarelo, laranja, vermelho e preto). As bandeiras são atualizadas a cada sábado e têm sido responsáveis por normatizar a permissão ou não de treinamentos. E para retomar as competições, são necessários, no mínimo, 30 dias de treinamentos para os clubes. E caso a cidade de um deles mude de cor, estes treinamentos precisariam ser interrompidos. Então, é impossível ter certeza de algo no futebol gaúcho.

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