ANO: 26 | Nº: 6588
26/05/2020 Segurança

Estado lança campanha para incentivar denúncias de violência contra a mulher

Foto: Reprodução JM

Inspirada em modelo adotado por diversas instituições de segurança do país, uma campanha para incentivar denúncias de violência contra a mulher foi produzida pela Coordenadoria de Comunicação da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), com apoio da Secretaria de Comunicação (Secom). A ação é composta por seis cards e dois vídeos curtos, em arquivos pequenos para facilitar o download, disponibilizados em todas as redes sociais da SSP e do Governo do Estado.
Os vídeos, criados com foco especial no compartilhamento via WhatsApp, foram propositalmente produzidos sem som. Esse formato possibilita que sejam assistidos a qualquer momento, evitando o constrangimento de mulheres que se sintam de alguma maneira ameaçadas nesse momento de quarentena doméstica em razão da Covid-19. Além disso, a ausência de áudio nos vídeos instiga a reflexão sobre a urgência de romper o silêncio diante de crimes de violência contra a mulher. O primeiro vídeo foi divulgado ainda na sexta-feira com a proposta de compartilhamento orgânico pelos cidadãos. Ontem, dia 25, a campanha entrou na fase de divulgação ativa nas contas oficiais da Secretaria e do governo nas redes.
O vice-governador e secretário da Segurança Pública, delegado Ranolfo Vieira Júnior, ressalta a importância de comunicar às autoridades logo no início das situações de abuso ou agressão, o que permite a adoção de medidas preventivas contra o agravamento do quadro. “São muito raros os casos em que o feminicídio é resultado da primeira agressão. Em geral, as mortes por motivação de gênero são o ponto final de um longo ciclo de violência que, quanto antes for rompido, tem mais chances de preservar as vítimas”, explica Ranolfo.
Em abril, o número de feminicídios no RS teve alta de 66% – foram 10 casos, quatro a mais do que no mesmo mês do ano passado. A análise realizada pelo Observatório da Segurança Pública e o Departamento de Inteligência da SSP revelou que nenhuma das 10 vítimas tinha qualquer registro de ocorrência anterior contra seus agressores. Na maioria dos inquéritos, porém, familiares e amigos relataram ter conhecimento de comportamentos abusivos na relação entre vítimas e agressores que tinham ligação íntima. “O ato de fazer a denúncia salva vidas. Nesse período de maior recolhimento domiciliar em razão da Covid-19, é ainda mais fundamental que as mulheres contem com a ajuda de amigos, familiares, vizinhos e mesmo desconhecidos que percebam alguma situação suspeita. Não hesitem. Nossas forças de segurança estão prontas para ajudar”, acrescentou o vice-governador.
Todas as peças da campanha trazem números dos principais canais de denúncia, que atendem 24 horas por dia, de forma gratuita e totalmente anônima. As informações aparecem em cartazes apresentados por mulheres que representam as instituições da SSP com atuação no combate a crimes violentos. Participam a chefe da Polícia Civil, delegada Nadine Anflor, a chefe do Estado Maior da Brigada Militar, coronel Cristine Rasbold, a diretora-geral do Instituto-Geral de Perícias (IGP), perita criminal Heloísa Küser, a diretora da Divisão de Proteção à Mulher (DIPAM) do Departamento de Proteção à Grupos Vulneráveis da Polícia Civil, delegada Tatiana Bastos, a capitã Isabele Evers, do Comando de Policiamento da Capital (CPC) da BM, e a soldado Natascha Fonseca, da Assessoria Jurídica do Corpo de Bombeiros Militar (CBMRS).

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