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Demanda por energia a carvão tem redução de mais de 12%
A expansão das usinas a carvão no Brasil está parada devido à pandemia do coronavírus. A demanda para o setor teve queda de mais de 12% e, conforme o presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM), Fernando Zancan, com isso, não deve haver leilão de energia este ano.
Segundo Zancan, desde o ano passado, o Governo Federal trabalha na montagem de um programa nacional para o desenvolvimento do carvão. A meta do governo, conforme ele, é atrair investidores internacionais. Na região, dois projetos buscam investimentos.
A Ouro Negro (600MW), da Ouro Negro Energia, e Pampa Sul 2 (340 MW), da Engie, foram habilitadas para o último certame, em outubro de 2019, mas não venderam energia. “Até agosto, devemos ter alguma novidade sobre o programa. O documento deve mostrar que o país quer desenvolver o setor das termelétricas”, disse.
O presidente da ABCM informou que houve um retrocesso no setor devido à pandemia e ressalta que a situação deve permanecer com dificuldades por cerca de dois anos. Ele destaca que o Brasil vive a situação de estiagem e, com isso, as usinas já existentes não deixaram de operar, mas não há demanda para a implantação de novos projetos. “Em março, os estoques de carvão estavam baixos e, com o esforço das mineradoras, o setor conseguiu operar normalmente”, argumenta.

