ANO: 26 | Nº: 6590
23/06/2020 Segurança

"Existe plano de contingência", diz delegado adjunto penitenciário sobre aplicação de testes para covid-19 em Bagé

Foto: Tiago Rolim de Moura

Nenhum teste foi aplicado porque não há casos suspeitos dentro do sistema, informou Eduardo Berbigier
Nenhum teste foi aplicado porque não há casos suspeitos dentro do sistema, informou Eduardo Berbigier

As penitenciárias federais brasileiras já receberam testes rápidos para diagnóstico do novo coronavírus. Segundo o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), ao todo foram distribuídos para as unidades 87 mil testes rápidos de diagnóstico. Os testes começaram a ser entregues no início de junho. A medida tem o objetivo de isolar e tratar imediatamente presos infectados para evitar a propagação do vírus. Essa informação é da Agência Brasil.

Para o Presídio Regional de Bagé (PRB), segundo o diretor, Alessandro Severo, nenhum teste rápido para os apenados foi disponibilizado. Na semana passada, os agentes penitenciários realizaram o teste rápido, que foi feito pela Secretaria de Saúde de Bagé.

Já o Instituto Penal de Bagé (IPB), o diretor do local, Marcel Fernandes, explicou que no início da pandemia, os apenados foram liberados por uma liminar e, ao retornarem para a instituição, ficaram em quarentena e, após, nenhum apresentou sintomas.

O delegado adjunto penitenciário, Eduardo Berbigier, destacou que nenhum teste foi aplicado porque não há casos suspeitos dentro do sistema penitenciário de Bagé. “Havendo necessidade, existe plano de contingência previsto”, explicou.

O número de testes distribuídos para cada unidade federativa foi de 10% do quantitativo de presos e servidores em presídios federais.Os resultados saem em até 15 minutos. Segundo o Depen, cada secretaria estadual de administração penitenciária, ou equivalente, deverá distribuir os testes para as localidades que entenderem pertinentes, considerando os critérios de incidência de casos suspeitos e confirmados.

Semanalmente, o Depen tem realizado reuniões por videoconferência com os coordenadores de saúde estaduais e do Distrito Federal. Além de um infectologista contratado pelo órgão, também participam desses encontros equipes técnicas do Ministério da Saúde.

O Departamento Penitenciário também distribuiu equipamentos de proteção individual (EPI) de combate à covid-19. Entre os itens adquiridos para as unidades prisionais federais estão álcool a 70%, aventais descartáveis, luvas, máscaras cirúrgicas descartáveis e termômetros.

 

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