ANO: 26 | Nº: 6590
27/06/2020 Segurança

Reunião define atuação da Polícia Civil e da Brigada Militar na Campanha “Máscara Roxa”

Foto: Divulgação

Delegado Benites e Capitão da BM Daniel Oliveira da Silva alinharam ações
Delegado Benites e Capitão da BM Daniel Oliveira da Silva alinharam ações

O enfrentamento à violência contra as mulheres no Rio Grande do Sul é a prioridade da Campanha Máscara Roxa, lançada no dia 10 de junho, com a participação da Polícia Civil, no Rio Grande do Sul. Com a iniciativa, mulheres vítimas de violência doméstica poderão denunciar casos de agressões nas farmácias que tiverem o selo “Farmácia Amiga das Mulheres”, durante o período de isolamento social devido à pandemia do novo coronavírus.

O delegado regional de Polícia Civil, Luis Eduardo Benites, se reuniu, na tarde de quinta-feira, com o comandante do Policiamento Urbano da Brigada Militar, capitão Daniel Oliveira da Silva, na Delegacia Regional em Bagé, para traçar diretrizes operacionais para a campanha da “Máscara Roxa”. “Conversamos sobre o procedimento que visa desenvolver a atividade proteção as vítimas de violência doméstica”, explicou.

Benites destacou que as entidades definiram quais serão as estratégias e como será desenvolvida, operacionalmente, a assistência das mulheres que chegarem as farmácias e pedirem a máscara roxa. “Para fim de proteção e solicitação de medidas protetivas, iremos encaminhá-las à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) e, também, nos feriados e finais de semana, à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) – Sala das Margaridas”, ressaltou.

O delegado ainda disse que uma reunião, com os proprietários e funcionários de  farmácias, por teleconferência, buscará explicar a atuação sobre como auxiliar a vítima e a importância desta campanha.

Como funciona

Ao chegar na farmácia, a mulher deve pedir a máscara roxa, que é a senha para que o atendente saiba que se trata de um pedido de ajuda. O profissional dirá que o produto está em falta e pegará alguns dados para avisá-la quando chegar. Após, o atendente da farmácia passará à Polícia Civil as informações coletadas, via WhatsApp, para que o órgão tome as medidas necessárias.

Os atendentes estão recebendo capacitação on-line para o procedimento e para garantir a segurança da vítima. A campanha inicia numa rede voluntária instalada na maioria dos municípios gaúchos, mas está aberta para novas adesões de farmácias interessadas em participar.

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