ANO: 26 | Nº: 6590
29/06/2020 Segurança

Bajeense que lutou na Segunda Guerra Mundial morre aos 96 anos

Foto: Tiago Rolim de Moura

João Francisco da Silva era presença constante nos palanques das formaturas do Exército, em Bagé
João Francisco da Silva era presença constante nos palanques das formaturas do Exército, em Bagé

Morreu na noite de domingo, 28, o ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira (FEB), 2° Tenente João Francisco da Silva, 96 anos. O Exército emitiu nota oficial, salientando que o último dos 33 bajeenses integrantes da FEB na Segunda Guerra Mundial 'deixará saudades, por sua presença constante, nos palanques das formaturas desta Brigada de Cavalaria'.
Silva tinha 20 anos, em 1944, quando servia no 12° Regimento de Cavalaria de Bagé, hoje 3° Batalhão Logístico, e resolveu ser voluntário para integrar a FEB. O militar viajou de trem até a cidade de Rio Grande e de lá foi de navio para o Rio de Janeiro, onde permaneceu por três meses em treinamento. Ao fim da preparação, o então soldado João Francisco embarcou para a Itália, aportando em Nápoles, após 15 dias de viagem.
João Francisco retornou a Bagé em 1945, após o fim da guerra, quando constituiu família. Desempenhou diversas atividades, com mais de 12 anos de serviços prestados no Hospital de Guarnição de Bagé (HGuBa), alcançando o posto de 2ª Tenente.
Em fevereiro deste ano, em cerimônia de comemoração aos 75 anos da Tomada de Monte Castelo, batalha travada ao final da Segunda Guerra Mundial, entre as tropas aliadas e as forças do Exército Alemão, que tentavam conter o avanço no norte da Itália, João Francisco da Silva recebeu a Boina Preta (símbolo do combatente blindado).
A batalha de Monte Castelo foi travada entre novembro de 1944 e fevereiro de 1945, marcando a presença da FEB na guerra, com a tomada da elevação, que possuía grande importância tática por permitir o avanço das tropas em direção à Alemanha. O bajeense combateu nesse confronto, que teve, como saldo, 478 soldados mortos e 27 inimigos alemães aprisionados.
João Francisco da Silva era viúvo e deixa sete filhos. Ele lutava contra um câncer de próstata. O velório acontece na Capela do Hospital de Guarnição de Bagé (HGuBa) e o sepultamento será às 11h, no cemitério dos Azevedos, em Bagé.

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