ANO: 26 | Nº: 6542
30/06/2020 Cidade

Médico André Kalil participará de live promovida pela Urcamp

Foto: Reprodução JM

Bajeense irá falar sobre a descoberta de novos tratamentos durante a pandemia
Bajeense irá falar sobre a descoberta de novos tratamentos durante a pandemia
Responsável pelo ensaio clínico do novo antiviral na busca da cura do coronavírus, o médico e pesquisador bajeense André Kalil, que atua no Global Center for Health Security at the University of Nebraska Medical Center, em Omaha, Estados Unidos, participará de uma live, no dia 7 de julho, promovida pela Urcamp. Na transmissão, que terá início às 19h, ele falará sobre “A descoberta de novos tratamentos durante uma pandemia”.
Conforme uma das organizadoras, a professora do Curso de Farmácia da Urcamp, Ana Paula Menezes, em 2016, o médico, que veio a Bagé visitar familiares, realizou uma aula magna para os acadêmicos da graduação. Ela comenta que, desde o início da pandemia, ela e a Assessoria de Comunicação da Urcamp estavam em contato com o bajeense para realizar a live. “Inicialmente, seria somente para os alunos do curso, mas, agora, será institucional, com uma maior abrangência”, relata.
Segundo uma das integrantes da assessoria de comunicação da Urcamp, Melissa Porto, ter um convidado como Kalil para uma live institucional, vai ao encontro do papel que a instituição representa para a comunidade. Ela salienta que a jornalista Giana Cunha será a mediadora da live e haverá o envolvimento de profissionais da comunicação e técnicos da Urcamp, sempre mantendo todos os protocolos sanitários, regras de distanciamento necessárias quando há encontros presenciais. “Ðesde que iniciou a pandemia, temos um grupo de gestão da crise e essas propostas, que são capitaneadas pela reitora, passam por esse grupo composto pela gestão da instituição”, destaca.
A reitora da Urcamp, Lia Maria Herzer Quintana, conta que a intenção é manter a comunidade acadêmica e a população, de forma geral, informada sobre o que de novo vem se fazendo na área médica e científica, com o intuito de conter o avanço da Covid-19. “Temos um papel social e comunitário muito grande. Vemos essa participação como fundamental para trazer alguns esclarecimentos sobre a pandemia”, relata a gestora.
Transmissão
A live será transmitida pela página oficial da Urcamp, no Facebook, (@urcampoficial), e também pela página do Jornal Minuano, na mesma rede social (@jornalminuanobage).
Sobre Kalil   
O médico de 53 anos deixou Bagé há mais de 20 anos para estudar Medicina, na Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Em seguida, foi para Porto Alegre, onde realizou residência de medicina interna. De lá, seguiu para os Estados Unidos, onde fez uma nova residência em Medicina Interna, na Universidade de Miami, com especialização em Intensivismo no Instituto Nacional de Saúde (NIH) e Infectologia na Universidade de Harvard. Ele desenvolve seu trabalho na a Universidade de Nebraska. Focado em trabalho nos cuidados clínicos e pesquisa de pacientes transplantados e pacientes com doenças infecciosas agudas.
Em Nebraska, o bajeense atuou na busca por uma solução para a crise do ebola, que vitimou mais de 11 mil vidas na África Ocidental entre 2014 e 2016. Agora, o bajeense é responsável por coordenar o ensaio clínico, para ser aplicado em 50 centros hospitalares nos Estados Unidos, além de outros países afetados pela epidemia da Covid-19.
Em entrevista exclusiva ao JM, em março, Kalil frisou que o "vírus deve ser encarado como um risco potencial para uma pandemia. Portanto, preparação, sem pânico, é muito importante neste momento", aponta.
A pesquisa de Kalil, unida a outros estudos, conforme divulgado até então, testou 500 pacientes e chegou à conclusão que o medicamento Remdesivir diminuiria o tempo de internação de pacientes com a Covid-19 de 15 para 11 dias. O início dos testes foi liderado pelo bajeense e realizado com os tripulantes do Cruzeiro Diamond Princess, contaminados pelo coronavírus, em fevereiro deste ano.
O medicamento, recentemente, foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para aplicação em pacientes infectados com o novo coronavírus no Brasil. Desde o início de maio, a droga já tem sido utilizada em pacientes graves na América do Norte. A Gilead, fabricante responsável pelo medicamento no exterior, mantinha negociações com a Anvisa para fornecer o remédio ao Brasil.

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