ANO: 26 | Nº: 6590
03/07/2020 Fogo cruzado

Lei de auxílio financeiro para cultura será debatida com cidades da Assudoeste

Foto: Jornal Minuano

A Secretaria de Estado da Cultura, em parceria com a Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e com o Conselho dos Dirigentes Municipais de Cultura (Codic) iniciou, ontem, uma série de webconferências para tratar a implementação da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, que estabelece auxílio financeiro ao setor de cultura. A agenda com a Associação dos Municípios da Região Sudoeste (Assudoeste), que reúne Aceguá, Bagé, Caçapava do Sul, Candiota, Dom Pedrito, Hulha Negra e Lavras do Sul, será realizada no dia 7.
As agendas virtuais reunirão gestores de cultura e conselheiros de cultura do Estado. O calendário já está montado e foi programado de acordo com as nove Regiões Funcionais dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) – a partir de interlocução com as 27 Associações Regionais de Municípios do Rio Grande do Sul.
As webconferências foram planejadas de forma democrática e estão amparadas no Sistema Estadual de Cultura (SEC). O objetivo dos fóruns é criar instâncias de operacionalização no pacto entre Estado e Municípios, no que diz respeito à aplicabilidade da lei. “Percebemos a necessidade de construir espaços de escuta e troca com a sociedade civil, respeitando a territorialidade e os aspectos organizacionais de cada um dos 497 municípios gaúchos que compõem o nosso Estado, para que possamos estar articulados e com os mecanismos definidos e necessários para incluir e atender a cadeia produtiva da Cultura”, destaca a secretária de Estado da Cultura, Beatriz Araujo.


Lei Aldir Blanc

A Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc foi proposta pela deputada Benedita da Silva, do PT do Rio de Janeiro (para compensar o setor de cultura, que sofreu forte reflexo econômico por conta da pandemia), e aprovada pela Câmara dos Deputados, no final de maio, na forma do substitutivo da relatora, deputada Jandira Feghali, do PCdoB do Rio de Janeiro, antes de seguir para aprovação do Senado.
O texto dispõe sobre a concessão de benefícios emergenciais aos trabalhadores do setor cultural durante a pandemia do novo coronavírus, que se encontram impossibilitados de exercerem suas atividades. Na prática, a legislação também atenderá espaços culturais nos mais variados segmentos artísticos. Destinará R$ 3 bilhões via Fundo Nacional de Cultura (FNC) para ações emergenciais no setor cultural, com auxílio mensal de R$ 600,00 aos trabalhadores do setor. Os recursos também poderão ser usados para editais, chamadas públicas, prêmios e aquisição de bens e serviços vinculados ao setor cultural. O repasse aos Municípios e Estados deverá ser feito em até 15 dias após a aprovação da lei. Após o recebimento, Municípios e Estados terão 60 dias para fazerem chegar o dinheiro aos trabalhadores.
O Rio Grande do Sul deve receber cerca de R$ 70 milhões (valor direcionado à Secretaria de Estado da Cultura) e, os municípios gaúchos, cerca de R$ 85 milhões – totalizando R$ 155 milhões, que devem ser destinados ao setor cultural. No Estado, poderá atender os 27 circos que se encontram em situação de extrema necessidade, bem como centenas de espaços comunitários, museus, teatros, escolas de música e dança, cineclubes e os 1.731 CTG's que estão em solo gaúcho.
Seis cidades da região devem receber, juntas, pouco mais de R$ 1,3 milhão. De acordo com projeção da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Bagé pode receber R$ 825.293,27, Dom Pedrito R$ 290.343,53, Candiota R$ 78.304,16, Lavras do Sul R$ 66.291,91, Hulha Negra R$ 62.272,60, e Aceguá R$ 51.567,77.

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