ANO: 26 | Nº: 6590
16/07/2020 Fogo cruzado

TSE exclui identificação biométrica nas eleições de 2020

Foto: Felipe Valduga

Impressão digital não será usada no pleito de novembro
Impressão digital não será usada no pleito de novembro

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai excluir a necessidade de identificação biométrica (pelas impressões digitais dos eleitores) no pleito municipal, agendado para o dia 15 de novembro. A medida, que deve ser incluída nas resoluções das Eleições 2020, e levada a referendo do plenário do TSE após o recesso do Judiciário, segue recomendação apresentada na noite de terça-feira, 14, por infectologistas que prestam consultoria sanitária.
A decisão foi tomada pelo presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, após ouvir os médicos David Uip, do Hospital Sírio Libanês, Marília Santini, da Fundação Fiocruz, e Luís Fernando Aranha Camargo, do Hospital Albert Einstein, que integram o grupo que presta a consultoria. Técnicos do tribunal também participaram da primeira reunião da consultoria sanitária, que é prestada de forma gratuita e pretende estabelecer um protocolo de segurança, que deverá ser replicado em todas as seções eleitorais do Brasil.


Fatores

Para decidir excluir a biometria, médicos e técnicos consideraram dois fatores: a identificação pela digital pode aumentar as possibilidades de infecção, já que o leitor não pode ser higienizado com frequência; e aumenta as aglomerações, uma vez que a votação com biometria é mais demorada do que a votação com assinatura no caderno de votações. Muitos eleitores têm dificuldade com a leitura das digitais, o que aumenta o risco de formar filas.


Cartilha
O grupo de trabalho criado elo TSE deve se reunir semanalmente para definir as regras e a cartilha de cuidados. Ficou definido que a cartilha de recomendação sanitária para o dia da eleição levará em conta cuidados para eleitores (com regras diferenciadas para os que têm necessidades especiais), mesários, fiscais de partido, higienização do espaço físico das seções, policiais militares e agentes de segurança, movimentação interna de servidores e colaboradores no TSE e Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), populações indígenas e de locais de difícil acesso, além da população carcerária.

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